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Amizade e companhia

Dias Toffoli lamenta morte de Cássio Schubsky

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, lamentou a morte do advogado, historiador e jornalista Cassio Schubsky. Aos 45 anos, ele morreu na tarde de terça-feira (8/2), em São Paulo, de infarto. O enterro será nesta quarta-feira, às 13 horas, no Cemitério Israelita do Embu. Ele deixa mulher, Eliane, e uma filha, Gal.

Toffoli destacou a amizade e a conduta solidária de Schubsky. "Sempre preocupado com os aspectos sociais, praticava a solidariedade com aqueles que privaram sua amizade e companhia, o que para mim sempre foi um privilégio e fonte de aprendizado", disse. O ministro afirmou, ainda, que a morte de Schubsky, "consterna a todos nós e empobrece a historiografia jurídica brasileira".

Leia a nota:

O prematuro falecimento de Cássio Schubsky consterna a todos nós e empobrece a historiografia jurídica brasileira.

Viveu intensamente a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco no rico período do processo constituinte. Foi diretor do XI DE AGÔSTO, no ano de 1988, em que seus colegas o indicaram para orador oficial das comemorações havidas no Salão Nobre das Arcadas. Discursou de olho na conjuntura da época mas também para a História, sua grande paixão. Sabia que Tradição é Ruptura!

Foi o inspirador do Círculo das Quartas-Feiras, grupo que se reunia semanalmente com o Professor Goffredo da Silva Teles.

Romântico saído do porão, era um homem de idéias, mas também de ação. Abnegado, criou uma historiografia e uma linha editorial baseada na História do Direito, contando a vida, o momento, os homens e suas circunstâncias que fizeram o Direito, bem como as Instituições jurídicas que servem de pilares da democracia e do avanço social.

Sempre preocupado com os aspectos sociais, praticava a solidariedade com aqueles que privaram sua amizade e companhia, o que para mim sempre foi um privilégio e fonte de aprendizado. Cassio Schubsky era antes de tudo um grande brasileiro, que soube unir as tradições da cultura hebraica ao espírito apaixonado de nosso povo.

Externo minha solidariedade à filha Gal e aos familiares de Cassio Schubsky, no que sei estar acompanhado de todos seus eternos amigos.

DIAS TOFFOLI
Ministro do Supremo Tribunal Federal

Revista Consultor Jurídico, 9 de fevereiro de 2011, 12h58

Comentários de leitores

1 comentário

Para Elis e Gal Schubsky

João Franklin (Outro)

Tive o prazer de conversar pessoalmente com Cássio Schubsky em apenas duas oportunidades, aqui em Fortaleza: quando veio pesquisar sobre Clóvis Beviláqua e, tempos depois, no dia do lançamento do seu magnífico "Clóvis Beviláqua - Um Senhor Brasileiro".
Sempre gentil, entregou-me três exemplares autografados: um para mim e os outros dois para o Memorial do Poder Judiciário e para a Biblioteca Des. Jaime de Alencar Araripe, ambas unidades administrativas do Tribunal de Justiça do Ceará.
No primeiro contato, conheci o Cássio admirador de Beviláqua, curioso por tudo o que dizia respeito àquele outrora denominado "São Clóvis do Direito Brasileiro".
Já no dia 29 de março de 2010, após o lançamento do livro sobre Beviláqua no Centro Cultural Banco do Nordeste, saímos para uma pequena comemoração na boêmia Praia de Iracema. Foi nosso segundo e último encontro.
Conversamos bastante, noite e madrugada adentro, e o que ficou gravado em minha memória de, então, pai "de primeira viagem" - meu primeiro filho tinha pouco mais de um ano de idade - foi a forma extremamente carinhosa com que falava de suas filhas e quanto delas se orgulhava.
Cássio se foi, mas seu amor pelas filhas é eterno.
Lehitra’ot, Mestre Schubsky!

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