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Força feminina

Eliana Calmon assume Corregedoria Nacional

Ministra Eliana Calmon é eleita para o cargo de corregedora nacional de Justiça - STJ

A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, está prestes a ocupar o cargo de corregedora do Conselho Nacional de Justiça pelos próximos dois anos. A cerimônia de posse acontece nesta quarta-feira (8/9), às 18 horas, no Supremo Tribunal Federal.

Nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir o ministro Gilson Dipp, Eliana Calmon chega ao cargo com o objetivo de aprimorar a gestão administrativa do Judiciário. Antes dela, outros três ministros do STJ exerceram o cargo de corregedor nacional de Justiça: Antônio de Pádua Ribeiro, Cesar Rocha e Gilson Dipp.

Para Eliana Calmon, “é preciso mostrar por que se chegou, principalmente no meu caso, quando a nação e as mulheres tanto festejaram. Tenho a responsabilidade histórica de dar satisfação do meu trabalho a todos que acreditaram que era eu merecedora do título”.

Segundo a ministra, que é a primeira juíza de carreira a chegar a um tribunal superior, assumir a Corregedoria Nacional de Justiça é um desafio. “Este é um momento difícil para mim, mesmo sabendo que fui eu quem escolhi este caminho. Eu não poderia deixar a magistratura sem dar uma contribuição na área que mais critico, que é a gestão do Poder Judiciário. Para ter legitimidade tudo o que venho dizendo todo este tempo, tive de assumir o compromisso de dar uma contribuição”, declarou.

Já em 1974, antes dos 30 anos de idade, assumiu a Procuradoria da República, sendo a primeira mulher a compor o Ministério Público Federal no Nordeste. Cinco anos depois, ingressou na magistratura, como juíza federal. De lá, seguiu para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em 1999, chegou ao STJ. “No Judiciário, fui tudo o que eu gostaria de ser, sem ambições outras senão a de ser simplesmente julgadora. Gosto de julgar, gosto dos processos, gosto do cheiro dos autos. A atividade que mais me gratifica é a atividade judicante. Existe coisa melhor para quem escolheu a profissão de juiz e, depois de 30 anos, continua a achar que fez a escolha certa?”, explica.

Eliana Calmon é membro da 1ª Seção e da 2ª Turma do STJ, do Conselho de Justiça Federal e do Tribunal Superior Eleitoral. Ela continuará participando da Corte Especial.

A equipe da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça é composta por cinco juízes auxiliares: Júlio César Machado Ferreira Melo, terceiro juiz especial de Florianópolis (SC), Erivaldo Ribeiro dos Santos, juiz federal da 2ª Vara do Juizado Federal Especial Cível de Maringá (PR), Agamenilde Dias Arruda Vieira Dantas, juíza titular da 3ª Vara de Família de João Pessoa (PB), Ricardo Schimenti, juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo e Nicolau Lupianhes Neto, juiz titular da Vara da Infância e Juventude de Uberaba (MG).Com informações da Assessoria de Comunicação do STJ.

Revista Consultor Jurídico, 8 de setembro de 2010, 11h19

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