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10 maio 2010
Mundo eletrônico
Advogados não estão prontos para processo digital
Nove de cada dez advogados não se sentem preparados para atuar no processo eletrônico. A revelação veio de uma enquete aberta no site da seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil, em agosto do ano passado. Entre os motivos para o despreparo, está a falta de cursos e informações. Num esforço para sanar essa filha , a a Associação dos Advogados Trabalhistas do Paraná está promovendo o 2° Encontro Sul-Brasileiro de Advogados Trabalhistas, que abordará, principalmente, a modernização do Direito do Trabalho no Brasil e na América do Sul.
Para Marco Antônio Villatore, Presidente da AATPR, apesar da informatização da justiça ser gradual, para que os advogados possam ir se adaptando ao sistema, ainda se faz necessário mais debates e treinamentos específicos. “Tudo o que é novo gera muitas ressalvas. Todos os juristas sabem e entendem a importância da aplicação de tecnologias para a expansão do Direito e agilização do processo, uma vez que é uma maneira eficiente, prática e inteligente de gerenciar os trabalhos”, comenta. Para ele, o que falta é entender mais profundamente como utilizar estas fermentas. Afinal, não se trata mais de escolher o meio, papel ou virtual. O virtual é imprescindível, uma vez que o Conselho Nacional de Justiça está tornando obrigatória, aos poucos, a virtualização”. Mais informações sobre o evento, na página da Associação.
DVDs ensinam
Sabendo dessa necessidade, a revista Consultor Jurídico criou a série de DVDs Advocacia 2.0. Os vídeos trazem palestras do seminário promovido em São Paulo, no ano passado. O material ensina como os advogados podem potencializar a atividade jurídica com uso da tecnologia; quais são os endereços que não podem faltar entre os favoritos do profissional; como será a justiça virtual com o processo eletrônico; e outras informações indispensáveis para quem quer sair na frente nesta nova era. (Clique aqui para ler mais).
Revista Consultor Jurídico, 10 de maio de 2010
Comentários
Comentários de leitores: 3 comentários
PROCESSO ELETRÔNICO OU VIRTUAL
RESULTADO PRÁTICO
MAS NÃO É SÓ OS ADVGADOS!!!!!
Os próprios SISTEMAS NÃO ESTÃO PREPARADOS para o PROCESSO ELETRÔNICO!
É muito fácil formular petição ou arrazoado pelo processo eletrônico.
A grande questão NÃO RESOLVIDA é o EXAME de PETIÇÕES e de PROVAS constantes de um processo que passou a ser ELETRÔNICO.
Por qualquer sistema atual o PETICIONAMENTO NÃO É UM PROBLEMA, o PROBLEMA RESIDE no PETICIONAMENTO que aborde os COMENTÁRIOS CONTRADITÓRIOS de OUTRA PETIÇÃO, do "ex adversu", bem como a ANÃLISE de DOCUMENTOS que se encontram em diferentes páginas do processo eletrônico.
Numa rápida análise, um processo eletrônico que demandasse o constante exame de páginas de processo onde se situam provas e a petição a que se quer apresentar oposição levaria horas para que um BOM ADVOGADO, já adequadamente "adestrado", conseguisse o exame profissional e consciente, além de responsável, daquilo que ele QUER e TEM que CONTESTAR ou IMPUGNAR!
Portanto, há um longo caminho a percorrer, antes que se possa falar ou pensar em PROCESSO ELETRÔNICO!
"Last but not least", ainda tem que se pensar que, a não ser pelos Advogados dos grandes escritórios, que poderão contar sempre com uma ESTRUTURA TÉCNICA, para introduzir os Advogados do escritório que assite no processo eletrônico, os CUSTOS dos EQUIPAMENTOS para que um Advogado responsável, mas que NÃO PERTENCE a uma GRANDE ESTRUTURA, são insuportáveis, sem contar com o fato de que algumas empresas de produção de hardware, como a HP, não compatibilizam seus novos produtos com alguns da MICROSOFT, experiência essa que eu vivi, quando tive que adquirir um computador HP com o sistema WINDOWS 7, da Microsoft, que era incompatível com uma IMPRESSORA HP e um outro, SCANNER, da PRÓPRIA HP!_ Ambos novos!
Creiam, é a pura realidade!
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