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13 junho 2010
Ficha Limpa
Lei vale para condenações anteriores, diz Ophir
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, afirmou, no sábado (12/6), que a lei do Ficha Limpa atinge qualquer político condenado por um órgão colegiado da Justiça, mesmo que a condenação tenha ocorrido antes da lei ser sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva. A explicação do presidente foi feita no mesmo dia em que foi publicada uma reportagem do jornal O Globo, em que os presidentes dos principais Tribunais Regionais Eleitorais afirmam que a lei abrange condenações anteriores.
"Seria surreal se a lei não alcançasse os já condenados, pois ela veio para moralizar, para estabelecer uma nova ordem", disse. Segundo ele, os partidos têm que aproveitar essa "onda e surfar" nela para limpar os seus quadros dos políticos que têm ficha suja.
"Ficou muito claro para toda a sociedade brasileira que o Brasil inaugura um novo momento na política brasileira, em que a ética prevalece sobre todos os demais aspectos. Nós precisamos ter em consideração, agora, é que essa lei tem um efeito pedagógico, um efeito didático e vai apontar para que os partidos também tenham critérios mais rigorosos na escolha de seus candidatos", disse. Segundo Ophir, a nova lei representa "uma vitória no combate à corrupção no mundo político". Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB.
Revista Consultor Jurídico, 13 de junho de 2010
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Comentários
Comentários de leitores: 3 comentários
Um princípio esquecido
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No mais, creio que a lei do ficha limpa representa um avanço muito pequeno para o efetivo aperfeiçoamento de nossa permissiva lei eleitoral.
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A atividade legislativa deveria ser elencada como a mais importante de todas. Avanços legislativos deveriam ser tocados por pessoas aptas, tecnica e moralmente.
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Assim, verdadeiro avanço na legislação eleitoral deveria contemplar requisitos muito mais restritos quanto à elegibilidade (nas três esferas), a saber:
- formação superior;
- reputação ilibada e idoneidade moral;
- atestado psiquiátrico;
- ficha limpa, também, nos âmbitos civil e administrativo;
- fixação do exercício de mandatos eletivos a um número máximo de três (de forma a evitar a formação do intitulado "político profissional", raiz de todos os males nacionais).
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A corrupção é o grande câncer institucional que deve ser combativo com todo o empenho pelos cidadãos de bem desse país.
"QUEM" DIZ ??
OPHIR ?
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