Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

De pai para filho

Como nas cortes, OAB também tem a sua dinastia

Por 

Ao tomar posse como presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante Júnior se emocionou ao lembrar os passos do pai, também de nome Ophir Cavalcante, que tinha ocupado o cargo 20 anos antes. Por trás do discurso de Ophir, o filho, está toda uma tradição da OAB passada de pai para filho. 

Numa ligeira passagem pela história da seccional paulista da Ordem, que comemorou 78 anos de fundação em janeiro, é possível encontrar nomes de profissionais renomados que deixaram o legado para seus filhos. Um deles, o criminalista José Roberto Batochio, que comandou a entidade de 1991 a 1993 e é um dos principais responsáveis pelo Estatuto da OAB. Ele ficou conhecido pela sua luta em defesa das prerrogativas dos advogados. Agora, passados quase 20 de sua gestão, o seu cajado ficou com o filho, Guilherme Octávio Batochio, empossado recentemente no cargo de conselheiro federal da OAB por São Paulo. 

Batochinho, como é conhecido pelos demais advogados, é criminalista feito o pai. Juntos, eles já atuaram em causas importantes. Em um dos casos, conseguiram derrubar o segredo de Justiça declarado nos autos de um inquérito que investigava crime de extorsão no Paraná. A Justiça entendeu que, quando se trata de “liberdade individual, o acesso do advogado ao inquérito, para averiguar os fundamentos do decreto prisional, é condição essencial ao exercício da Advocacia.

Outro nome vinculado à OAB, seja a Federal ou a seccional paulista, é o de Rubens Approbato Machado. Ele é conselheiro nato e membro honorário vitalício do Conselho Federal da Ordem, onde foi presidente de 2001 a 2004. Approbato Machado também é membro do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A sua herdeira na entidade é a filha, Márcia Regina Machado Melaré, atual Secretária-geral adjunta do Conselho Federal. Antes disso, ela foi vice-presidente da seccional paulista nos dois primeiros mandatos de Luis Flávio Borges D’Urso. Márcia já participou da edição de alguns livros sobre falências junto de seu pai, é especialista em Biodireito e costuma escrever sobre células-tronco, anencefalia e direitos da mulher.

Arnoldo Wald Filho também foi empossado conselheiro federal junto com os demais colegas. Filho de Arnoldo Wald, ele também segue os passos do pai, que foi membro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil de 1965 a1986. Ambos são conhecidos na comunidade jurídica pela atuação no campo da arbitragem. Antes de virar conselheiro, Wald Filho presidiu a Comissão de Arbitragem e Mediação da OAB. Durante sua atuação, definiu São Paulo como o futuro centro de arbitragem da América Latina. Por isso, investiu fortemente no preparo de profissionais para atuar na área em todo o estado. Wald Filho ainda acumula mais de 20 anos de atuação profissional nos tribunais de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, além de ser árbitro da Câmara de Arbitragem da Fundação Getúlio Vargas.

O advogado e jornalista Raul Haidar, colaborador da revista Consultor Jurídico, também não foge à tradição. Raul Haidar foi conselheiro por duas gestões consecutivas na OAB (1998/2000 e 2001/2003) e presidente e corregedor geral do Tribunal de Ética e Disciplina. A sua filha Fátima Pacheco Haidar, assim como ele, se apaixonou pelo Direito Tributário. Ela é professora de pós-graduação, conselheira da seccional paulista e, ainda, conselheira efetiva do Conselho Municipal de Tributos da Secretaria das Finanças do Município de São Paulo. 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 15 de fevereiro de 2010, 1h23

Comentários de leitores

14 comentários

APENAS DESINFORMADO

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Dr Rodolpho:
Respeito todos os colegas. Não sei onde o sr.encontrou a expressão "burro" em meu comentário. Menos ainda onde viu "puxão de orelha" ou "ordens". O sr. colocou no meu texto expressões que jamais usei.O sr. está mal informado. Vamos aos fatos: a) meu afastamento do Tribunal de Ética foi por causa do meu trabalho: eu estava tentando afastar assessores que não cumpriam prazos; além disso, baixei 2 provimentos tentando criar mecanismos para agilizar o andamento dos processos. Tentaram interferir no TED, o que não admiti. O tal artigo foi desculpa que a diretoria usou, pois não pode a OAB censurar ninguém, menos ainda um Conselheiro. A propósito: o artigo era sobre o Exame de Ordem, não o que o colega diz em seu comentário. Não foi publicado no "Estadão", mas no "Tribuna do Direito" Isso ocorreu em fevereiro de 2001. Fiquei na OAB até dezembro de 2002. Não renunciei por causa dessa besteira que a diretoria fez, mas por muitas outras.Nunca afirmei que jamais voltarei a ocupar cargo na OAB. Já fiz minha parte e penso que os mais jovens e as mulheres é que devem conduzi-la. Não sou "puxa saco" de ninguém, pois não dependo de ninguém e já tenho o que preciso, que aliás não é muito. Não vou responder ao linguajar grosseiro que o colega usou. Esse não é vocabulário para ser usado entre colegas e nem mesmo num site que trata de questões jurídicas.
O prezado colega também está mal informado sobre outras coisas: fiz apenas o 4º ano em Bragança e os 3 primeiros na PUC-SP. Não sou nem pretendo ser rico. Trabalhava durante o dia e estudava à noite.Se essa história de que 95% do advogados odeiam a OAB e querem sua extinção fosse verdadeira, não veriamos a presença maciça dos colegas nos eventos promovidos pela OAB. O sr. é APENAS DESINFORMADO.

DINASTIA AMPLIADA ATÉ MINAS GERAIS

Beto (Advogado Sócio de Escritório)

Se a articulista fosse mais criteriosa na sua pesquisa iria constatar que em Minas tambem é assim. Veja o caso do falecido Prof. Raimindo Candido que foi president, e da OAB-MG e teve recentemente e por duas veses o seu filho tambem como presidente o conhecido "Raimundinho" ou mais precisamente Raimundo Candido Filho.

ME CHAMOU DE BURRO - 1

rodolpho (Advogado Autônomo)

Raul Haidar
Fala o Rodolpho
Você me chamou de burro, me deu um puxão de orelha, e me deu ordens peremptórias, como um imperador.
Você me chamou de burro porque disse que eu não tenho capacidade para distinguir a OABSP da AASP. Você me chamou de burro, dizendo que “não há como possa um advogado comparar uma coisa com outra”.
Você me enfiou o dedo na cara, me dando ordens para que eu me submetesse à OAB “na defesa da advocacia”.
Passo a responder.
Vamos refrescar sua memória, Raul Haidar.
O ex-presidente da OAB-SP, Carlos Miguel Castex Aidar, expulsou você da presidência do Tribunal de Ética, porque você publicou um artigo no Estadão, pleiteando a responsabilização de todos os que fizessem acusações falsas contra advogados, naquele Tribunal.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 23/02/2010.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.