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Defesa institucional

Nenhuma crítica vai frear a PF, diz Barreto

Brasília - O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Hélio Derenne, e o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, no lançamento da Operação Carnaval 2010 - Elza Fiúza/Agência BrasilO novo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, assumiu o cargo rebatendo afirmações do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, sobre a corte ter barrado o “quadro de terror” no país, quando “a polícia dizia o que o juiz e o promotor deviam fazer". Barreto afirmou que eventuais críticas à atuação da Polícia Federal não vão impedir e nem frear o trabalho do órgão. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

“Se em algum momento a Polícia Federal cometer abusos, vamos responsabilizar as pessoas que cometeram esse abuso. Mas nenhuma crítica vai frear a ação da PF, que vai continuar como uma polícia forte, republicana, que defende o Brasil e os brasileiros", afirmou Barreto, após a cerimônia de transmissão do cargo ocupado anteriormente por Tarso Genro (PT) — ele deixou a pasta para se lançar candidato a governador do Rio Grande do Sul.

No lançamento do Observatório das Inseguranças Jurídicas no Campo, Gilmar Mendes havia dito que o Judiciário estava amedrontado. “Quando o magistrado resistia a esse tipo de ameaça [da PF], era atacado. Às vezes, a Polícia Federal prendia até 100 pessoas numa dessas operações espetaculares e muitas nem sequer responderiam a um processo à frente."

Barreto declarou que considera todas as acusações são investigadas de maneira justa. "Temos um Ministério Público atuante, as instituições funcionando no Brasil. A polícia faz seu trabalho, o Ministério Público faz seu trabalho, enfim, há um total funcionamento dessas instituições, o que permite ao Brasil ter uma certeza de que tudo será julgado de maneira justa. Eu acho que esse é o ponto", disse.

Em relação à segurança pública brasileira, Barreto defendeu ainda um tripé que envolva o Poder Judiciário, a polícia e o sistema prisional. “O Brasil desenvolveu muito o sistema de polícia, seus sistemas judiciais, mas o sistema penitenciário não seguiu esse investimento", avaliou. "Hoje, nós temos um sistema de Justiça que funciona bem, um sistema de polícia cada vez mais preparado e um sistema penitenciário em destroços. Nós precisamos reerguer esse sistema."

Revista Consultor Jurídico, 11 de fevereiro de 2010, 12h21

Comentários de leitores

7 comentários

Resposta do ministro Luiz Paulo Barreto a fala do sr. Gilmar

Carvalho Netto (Servidor da Secretaria de Segurança Pública)

É animador ouvir a resposta sem meias palavras do novo ministro da justiça, Sr. Luiz Paulo Barreto, às declarações do Sr. Gilmar Mendes, declarado inimigo da Polícia Federal. Sr. Ministro Luiz Paulo Barreto, precisamos de homens assim como o senhor, que prestigia e defende as instituições. Sua resposta, lembrou-me o desembargador Nenna Barreto, que afirmou:" É preferível uma polícia enérgica, cujos abusos hão de ser reprimidos, a uma polícia acovardada, que abandone a sociedade à sanha dos delinquentes", e forçosamente nos faz lembrar também de Hélio Tornagui, numa verdadeira manifestação de reconhecimento e respeito pela labuta policial: " A função da polícia é espinhosa e de impossível execução quando sobre ela paira o fantasma do processo criminal. É preciso não esquecer que castrar a autoridade policial, é encorajar o criminoso, é desproteger o homem de bem e alentar os maus." Imagino o que Nenna Barreto e Hélio Tornagui diriam ao ministro Gilmar Mendes !!!. Carvalho Netto ( Academico de Direito e Policial Civil)

O Atual Ministro da Justiça tentou ser Magistrado no STM

Cícero José da Silva (Advogado Autônomo - Criminal)

Não se deve esquecer que o novo Ministro da Justiça tentou entrar pela porta dos fundos para se tornar Magistrado do STM, quando tinha apenas três meses de inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, conforme noticiado pelo Conjur http://www.conjur.com.br/2006-mar-14/advogado_inscrito_meses_oab_indicado_stm. Portanto, nada me surpreende que o mesmo demonstre menoscabo pelos direitos fundamentais e apóie as ações midiáticas da Polícia Federal, que dada a sua competência não precisa da mídia para realizar o seu trabalho, ao contrário de políticos inexpressivos que estão mais interessados nas próximas eleições do que nas gerações futuras, preferindo instaurar o assistencialismo a qualquer preço, impondo uma carga tributária de países de primeiro mundo, mas prestando serviços de terceiro, fazendo uma propaganda enganosa na busca incansável de uma vingança contra ações do passado, quando deveriam pregar a conciliação, olhando para o futuro, incentivando a educação e o trabalho, e não o ócio e a dependência do Estado forte e paternalista, a custa da sofrida classe média

Nem as criticas procedentes?

Contestador (Estudante de Direito)

traduzindo a arrogancia do Tarso Genro 2 (a missao):
Dane-se a opiniao dos outros, mesmo que corretas, legais, logicas e coerentes. A poderosa e forte PF passa por cima de todos, sem freio.

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