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Casa nova

Quartos do antigo Hotel Hilton são agora gabinetes

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Os desembargadores da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo estão de casa nova. Com a mudança praticamente completa, os 117 gabinetes de desembargadores e juízes substitutos em segundo grau já estão em pleno funcionamento no prédio do antigo e luxuoso Hotel Hilton, na avenida Ipiranga, no centro da cidade. Mais espaço, infraestrutura e economia são algumas das vantagens do novo endereço.

Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo - Hotel Hilton - ConJur

Antes abrigados no edifício na avenida Paulista, conhecido como Paulistão, alguns desembargadores não aprovavam a mudança por conta da “má vizinhança” do prédio. Para o desembargador Décio de Moura Notarangeli (na foto à direita), a escolha do prédio pelo tribunal é uma forma de incentivar a revitalização da região. A Polícia Militar já foi acionada para reforçar a segurança no entorno e os vizinhos se mostram interessados em colaborar com as melhorias.

Com a mudança, a Justiça paulista conseguiu fugir de um aumento no aluguel, determinado pelo proprietário do Paulistão. Neste endereço, o custo mensal será de R$ 670 mil. Durante o período da reforma, o aluguel não foi cobrado. A mudança estava sendo aguardada desde 2007. Além da economia, os funcionários fugiram de um prédio que apresentava infiltrações e outros sinais de má preservação.

Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo - Hotel Hilton - ConJur

O Hilton tem 6,1 mil metros quadrados a mais em área construída do que o prédio da Paulista. Cada gabinete ocupa o espaço de três quartos do antigo hotel. Para facilitar a comunicação, cada uma das 17 Câmaras tem um andar inteiro ao seu dispor. No mesmo ambiente, ficam os assistentes e a secretaria.

Os antigos quartos foram quase que totalmente aproveitados. Até a chave em forma de cartão foi mantida. Os banheiros continuam no mesmo espaço, mas o chuveiro transformou-se em um armário de processos, como na foto à esquerda.

Os elevadores são de última tecnologia. São três para os visitantes, três para os juízes e desembargadores e três de carga, que só são usados para transporte de autos. Para economizar energia e poupar tempo de espera, o visitante escolhe o andar e é direcionado para o elevador “mais próximo”. Segundo Notarangeli, que apresentou as novas instalações do TJ paulista à ConJur, a logística economiza tempo e dinheiro.

Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo - Hotel Hilton - ConJur

Há dois restaurantes no prédio. Um para juízes e desembargadores, no 32º andar (na foto à direita), e outro para funcionários do administrativo, no 10º, que ainda está em obras. No topo, as janelas arredondadas já conhecidas do prédio, dão uma visão em perspectiva para pontos conhecidos da cidade como o Anhembi e as janelas do Copan. No cardápio, um buffet de pratos frios, quentes e sobremesa.

O 10º andar, ainda em reforma, abriga um jardim projetado por Burle Marx, ao ar livre. O antigo espaço de lazer do hotel deve ser utilizado na festa de fim de ano do Tribunal de Justiça. Lá, também há uma piscina, criada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e tombada pelo patrimônio histórico, que deve ser restaurada.

Outro ganho foi o teatro que abrigou espetáculos na época do hotel e agora se transformará em uma sede de eventos. O espaço será inaugurado com um seminário apresentado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Luiz Fux, que coordenará um debate sobre anteprojeto de lei do novo Código de Processo Civil, comissão da qual ele é presidente. O evento já está marcado para a tarde do dia 7 de maio. O teatro, com capacidade para 420 pessoas foi reformado e mantém o hall e a entrada exclusiva no prédio. Segundo Notarangeli, a ideia é promover licitações para que o espaço volte a ser utilizado por companhias artísticas e teatrais.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 13 de abril de 2010, 7h57

Comentários de leitores

2 comentários

Poder é Poder

ca-io (Outros)

Quando não sou poder critico, quando sou poder uso das mordomia. Merecida as instalações, não há como constestar, agora explique-me dizem que informatização no interior é uma carroça, não tem água potavel aos servidores, excesso de serviço inclusive com funções dos serventuarios não definidas portanto acumulo de serviço, chega já me falaram tanta coisa que não acredito ser verdade fuiiiii.

Pequenos detalhes

Ed Gonçalves (Bacharel)

Que coisa mais anacrônica essa discriminação contra os magistrados, classe sofrida que tanto trabalha de segunda a sexta e leva processos para casa nos fins de semana. Não entendo a razão pela qual os servidores preferem ter um restaurante só deles.

Comentários encerrados em 21/04/2010.
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