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30 novembro 2009
Defesa pública
Governador do DF nega movimento de dinheiro ilícito
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), negou que tenha movimentado dinheiro ilícito, em comunicado de quatro páginas. Arruda é acusado de montar, a partir de 2002, um esquema de desvio de recursos públicos para financiar sua campanha ao governo do Distrito Federal. O esquema ainda teria sido mantido para a compra de votos na Câmara Legislativa do Distrito Federal após sua eleição para o governo.
Arruda afirmou, de acordo com notícia do Correio Braziliense, que os recursos que aparecem nos vídeos gravados pelo ex-secretario de Relações Institucionais Durval Barbosa, foram “regularmente registrados ou contabilizados, como foram todos os demais itens da campanha eleitoral”.
Segundo o governador, a avaliação dos advogados é a de que “há defeitos e resfriamento do aparelho de gravação” o que acabou por truncar e comprometer o sentido da conversa, inclusive, com a “desconfiguração” dos dados armazenados. Arruda afirmou publicamente que não deixará o partido e nem a administração do Distrito Federal.
Arruda chegou ao salão verde da residência oficial de Águas Claras com um andador e o pé imobilizado em função de uma cirurgia que fez há alguns dias. Abatido, ele não respondeu a perguntas, como informa o Correio Braziliense. O governador estava cercado por assessores e por dois de seus advogados.
O Conselho Federal da OAB colocou em votação a possibilidade de pedir o impeachment do governador do estado. Em São Paulo, o presidente da OAB-SP apoia o pedido.
Condenado pelos aliados
O PDT, PPS e PSB, que integram a base de apoio do governador do Distrito Federal anunciaram nesta segunda-feira (30/11) que vão entregar os cargos que ocupam no primeiro escalão do governo, de acordo com informações do G1.
O PDT decidiu por unanimidade pelo afastamento de três integrantes do governo do Distrito Federal. Devem deixar os cargos o secretário extraordinário de Educação Integral, Marcelo Aguiar, o gerente de escolas técnicas, Edilson Barbosa, e o secretário-adjunto de Trabalho, Israel Batista.
Também por unanimidade, o PPS decidiu pela saída do secretário de Saúde, Augusto Carvalho, do secretário-adjunto de Saúde, Fernando Antunes, e do secretário de Justiça e Cidadania, Alírio Neto. Outros integrantes do segundo escalão também devem deixar cargos.
O PSB decidiu que vai entregar a presidência da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), ocupada por Joe Valle, que assumiu o cargo há apenas cinco dias. O partido ainda vai abrir processo para apurar as denúncias contra o deputado distrital Rogério Ulysses, que teria sido beneficiado em um suposto esquema de compra de apoio de parlamentares.
Revista Consultor Jurídico, 30 de novembro de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 3 comentários
É mesmo? Onde está a novidade?
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG
A César o que é de César
Lembra muito um certo Ministro da Justiça que sugeriu a transformação do mensalão em caixa 2, após minuciosa análise do que seria menos grave aos olhos e brechas da lei.
Por essas e outras é que eu fico temeroso. O panetone, apesar de ridículo, pode estar escondendo algo que nós, reles mortais, ainda não percebemos, mas que a Justiça brasileira, caridosa como sempre, pode estar se preparando para digerir de bom grado.
Só lamento que muitos achem legítima esta postura que, aos olhos da sociedade, transforma o advogado em cúmplice e que me deixa sem argumentos para contestar. E antes que prolixos e pedantes venham com teorias jurídicas para me censurar, quero deixar claro que na vida real, como por exemplo em uma conversa de botequim, diferentemente dos autos e da ficção jurídica que só é aceita no "clubinho" dos juristas, a moral vale mais do que qualquer lei escrita.
Panetone
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