Notícias
9 março 2009
Segurança na prova
Cespe vai ao STF para usar identificação digital
A Fundação Universidade de Brasília recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra decisão que proibiu a identificação pela impressão digital de candidatos em vestibulares e concursos públicos organizados pela instituição por meio do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe).
A ação contra o uso da identificação datiloscópica foi proposta pelo Ministério Público Federal, com o argumento que esta forma de identificação viola o artigo 5º, LVIII, da Constituição Federal. O dispositivo diz que “o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo hipóteses previstas em lei”.
A primeira instância concluiu que o procedimento adotado pela fundação não está previsto na Constituição. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu o contrário.
Na Ação Cautelar, a fundação sustentou que, além do procedimento não se enquadrar no dispositivo constitucional, é necessário para a segurança e lisura das provas. “Cuidava-se de medida corriqueira que, apesar de seu elevado custo, tem sido utilizada pelo Cespe há vários anos, com inequívoco compromisso com a lisura dos concursos públicos, sem qualquer repercussão sobre a presunção de inocência.”
Antes da proibição, esta forma de identificação foi usada em 1,2 mil exames de vestibulares. Segundo a fundação, após a decisão do TRF-1 em 2008, já foram realizados 26 vestibulares sem o procedimento, “configurando fator de instabilidade para os candidatos, diante do real risco à lisura dos procedimentos de seleção”. *Com informações da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal.
AC 2.292
Revista Consultor Jurídico, 9 de março de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 2 comentários
Violência contra a moralidade
Não consigo ver como uma simples impressão digital pode atentar contra as liberdades individuais. Uma fotografia do dedo também é atentatória, na sua opinião?
Atentado (aqui, à moralidade) é uma instituição que seleciona candidatos não realizar o que estiver ao seu alcance para coibir a fraude.
A existência de fraude em importante escala é intuitiva haja vista o grande número de servidores e empregados públicos que são autênticos analfabetos funcionais e que pululam nas repartições de todo o País.
É DIFÍCIL
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 17/03/2009.