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24 abril 2009
Bate-boca no STF
Juízes federais se dividem sobre discussão
A discussão dos ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, ambos do Supremo Tribunal Federal, elevou os ânimos. Manifestações contra e a favor de um ou de outro se espalham dois dias depois do incidente. Por um lado, deu mais munição aos que criticam a atuação do presidente do STF. Por outro, fez com que juízes saíssem em defesa do que consideram uma atuação firme do ministro a favor do Judiciário, ao contrário do que foi dito por Joaquim Barbosa durante a discussão.
Em mensagem de solidariedade ao ministro Gilmar Mendes, o desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mostra que na Justiça Federal, não é unanimidade entre os juízes quem errou na discussão. Na manifestação à lista de discussão da Ajufe, ele sai em defesa do presidente do STF, “em face das manifestações de alguns colegas em favor do ministro Barbosa”.
“Pode-se não gostar do presidente do STF, mas dizer que ele errou, não. Não errou”, diz Tourinho. Para o desembargador, a atuação do ministro fez com que terminassem as operações “espetaculosas” e diminuíram os vazamentos de interceptações. O desembargador lembra, ainda, que Mendes não foi o único a entender que é indevida prisão enquanto a sentença não transitar em julgado. “Foi a maioria dos ministros da Corte. Cumpriram o que diz a Constituição, apesar de entendimentos poderosos em contrário”, disse.
O desembargador afirmou, ainda, que o ministro Joaquim Barbosa tem se comportado como um ditador junto aos juízes de primeira instância, no processo do mensalão. Na semana passada, o ministro determinou que um juiz federal, designado pela presidência do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, se dedicará exclusivamente nos próximos 50 dias a ouvir as 90 testemunhas de defesa do mensalão.
O advogado Sidney Gonçalves, coordenador da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-SP, também se manifestou. “Todos os brasileiros, são, ou deveriam ser gratos quanto as posições de legalidade e ordem colocadas em prática por último por essa Corte”, afirmou.
Já os presidentes das entidades de classe têm sido cautelosos. “O ministro [Joaquim Barbosa] tem uma personalidade extremamente forte, não foge do debate, tem ideias muito próprias. Quanto ao episódio, temos de lamentar muito... Agora, é importante fazer essa distinção da pessoa do presidente do tribunal do tribunal em si e do Judiciário”, disse o presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Fernando Mattos, em evento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Revista Consultor Jurídico, 24 de abril de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 5 comentários
Censura a favor de Mendes
PERSONALIDADE FORTE e IDÉIAS PRÓPRIAS
Sim, Caros Colegas, porque ambas me tornariam um SER ÚNICO, idiossincrático e, acima de tudo, LIMITADO.
Explico. Quando alguém, sendo eu Advogado, atuo, ou eu REPRESENTO um Cliente ou eu busco sintetizar em linguagem plausível à Cidadania um tema técnico.
Bom, se assim é, mister será que eu NÃO TENHA IDÉIAS PRÓPRIAS e PERSONALIDADE FORTE, porque, aí, eu NÃO ESTAREI SABENDO representar aquilo que a CIDADANIA pretende ouvir, isto é, a EXPRESSÃO MAJORITÁRIA ou MINORITÁRA, se for o caso, de uma LINGUAGEM SÓCIO-ECONÔMICA.
Portanto, tenho transformado em INIMIGO aqueles que pretendam me chamar de CIDADÃO de PERSONALIDADE FORTE e IDÉIAS PRÓPRIAS. Sinto-me ofendido e tomo isso como um sinônimo de burro teimoso. Eu me ofendo, sinceramente!
Dirão alguns, você exagera, não é bem assim!
Tá bem, pode ser, mas se não é exatamente isso, está muito próximo.
O fato é, e nesse aspecto já não falo mais de mim, mas do Douto Ministro JB, com um invejável CURRICULUM de CURSOS no EXTERIOR, sejam os de natureza jurídica, sejam os de natureza linguística - porque é um poliglota!-, e TUDO ENQUANTO ERA PROCURADOR da REPÚBLICA, o que não consegui entender é porque QUERIA SUBVERTER o DUE PROCESS OF LAW (preferi usar o Inglês, porque sei que o Douto Ministro também é fluente em Inglês!). E de tal maneira queria seja lá o que fosse, que NÃO se CONTEVE e preferiu "partir para a briga", parecendo até o Tesouro Nacional quando quer COAGIR o CIDADÃO a PAGAR aquilo que só ele - a tal das IDÉIAS PRÓPRIAS - considera devido!
E foi aí que surgiu o tal do "Me respeite Ministro Gilmar" (eu preferiria que tivesse sido RESPEITE-ME, Ministro Gilmar!)
pacto Republicano
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