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24 abril 2009

Teste das ruas

Joaquim Barbosa anda na rua e é saudado pelo povo

O ministro Joaquim Barbosa, depois da discussão com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, passou pelo teste das ruas, de acordo com o colunista da revista Veja, Lauro Jardim. “Ao final da refeição, de sua mesa até a porta teve que parar em todas mesas por que passou: os comensais levantavam-se estendiam-lhe as mãos e mandavam um “parabéns” ou um “muito bem, ministro”, de acordo com o jornalista. Ele informa que Barbosa almoçou no tradicional Bar Luiz, restaurante no centro do Rio de Janeiro, fundado em 1887.

JB, que sugeriu a Gilmar Mendes que andasse pelas ruas na quarta-feira (22/4), estava acompanhado de três amigos, tomou dois chopes e comeu filé bem passado com salada de batatas. Lauro Jardim, em seu blog, conta que ele caminhou pela Rua da Carioca, tomou um café “de pé”, e continuou a receber mais saudações.

“Por volta das 14h50, quando seguiu para entrar no carro oficial na esquina da Avenida Rio Branco, formou-se um pequeno tumulto: várias pessoas o pararam. Novas saudações e sessões de fotos feitas pelos celulares dos admiradores. Por pelo menos cinco minutos, Joaquim Barbosa foi cercado e parabenizado. Agradecia a todos com um sorriso, um aperto de mãos e um “obrigado”.”

A Gazeta Mercantil, em reportagem de Luiz Orlando Carneiro, informou que na quarta-feira (22/4), após o súbito término da sessão plenário, os ministros Celso de Mello e Carlos Ayres Britto foram até o gabinete de Joaquim Barbosa para tentar convencê-lo a se retratar com o presidente da corte. Ele teria se comprometido a fazer a retratação apenas na parte em que pediu para que Gilmar Mendes não lhe tratasse “como os capangas de Mato Grosso”, na quinta-feira (23/4). A sessão plenária, no entanto, foi suspensa por conta do episódio.

Revista Consultor Jurídico, 24 de abril de 2009

Comentários

Comentários de leitores: 40 comentários

27/04/2009 17:23 hermeto (Bacharel)
Parabéns Sr. Ministro
Puxa que legal eu poder opinar, e quero falar bem pouco, e espero que seja acertado, Ilmo. Sr. Ministro Joaquim Barbosa os meus mais efusivos votos de felicidades são de pessoas como o Sr. que o Brasil precisa. Tem três pessoas que eu admiro neste nosso mundo conturbado, um é sem sombra de dúvidas o Sr. e esta admiração não apareceu agora não, outra pessoa é o Senador Cristóvão Buarque, baluarte da educação em nosso país e a outra pessoa é o Nobre Deputado Jair Bolsonaro, são de homens como estes que o Brasil precisa para melhorar. Parabéns pela sua atuação, continue assim e estará antes de tudo servindo de esteio para que nossa democracia cresça. Obrigado.
27/04/2009 13:50 Sandro Couto (Auditor Fiscal)
Coisas no lugar
Apenas para colocar as coisas em seu devido lugar, sem ser parcial ou tendencioso e também sem entrar no mérito da triste discussão novamente, gostaria de registrar que o ministro Joaquim Barbosa, não se referiu de forma genérica como quer fazer parecer a matéria (“como os capangas de Mato Grosso”), ele usou o pronome possessivo "seus", que sem dúvida individualiza pessoas contratadas como segurança ou guarda-costas no Estado de Mato Grosso, que é a terra natal do ministro Gilmar. Ele disse exatamente o seguinte:"Vossa Excelência quando se dirige a mim, Vossa Excelência não está falando com os SEUS capangas do Mato Gosso ministro Gilmar, respeite, respeite!"
27/04/2009 10:38 dani (Advogado Autônomo - Civil)
nada para aplaudir
Que pena ver cidadãos brasileiros aplaudindo e endossando a atitude do Ministro Joaquim Barbosa. Deveríamos nos preocupar com a postura de desrespeito dos Ministros diante do posto que ocupam e pela importância de sua função, que em tese seria defender a Constituição da República. São funcionários públicos e nos devem respeito. As diferenças de opiniões entre os Ministros deveria se dar no debate das teses, do Direito. O episódio enfraquece o Judiciário. A impunidade e o desrespeito só fazem aumentar com episódios tristes como este. Pensem um pouco, ao invés de aplaudir a "rinha" do poder.

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