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Tragédia humana

Advogado e filho são encontrados mortos em SP

Renato Ventura Ribeiro - Arquivo ConJurA polícia encontrou nesta quarta-feira (22/4) os corpos sem vida do advogado Renato Ventura Ribeiro, 39, e de seu filho, Luiz Renato, de 5 anos. Ambos tinham um tiro na cabeça e estavam estendidos sobre a cama do apartamento onde morava o advogado, na rua Itaipu, no bairro Planalto Paulista, em São Paulo. Segundo suspeita do delegado Virgílio Guerreiro Neto, do 16º Distrito Policial, o advogado pode ter atirado no filho e se matado em seguida. Segundo um policial que não quis se identificar, Ventura ainda estava com a arma na mão quando foi encontrado pela faxineira. A polícia fechou o apartamento para perícia. As primeiras informações dão conta de que as mortes ocorreram no sábado.

O motivo da tragédia pode ter sido o inconformismo do advogado com a decisão da Justiça em não lhe conceder a guarda do filho, que disputava com a ex-mulher. A decisão lhe teria sido totalmente contrária.

Renato Ventura Ribeiro iria completar 40 anos de idade em poucos dias. Formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Ventura era mestre e doutor em Direito Privado, também pela USP. No ano passado disputou a Livre Docência. Desde 2008, era professor titular na mesma faculdade. Antes, deu aulas na Universidade Cidade de São Paulo, na Unip e na Universidade São Judas Tadeu.

Além de Direito Empresarial e Comercial era especialista em Direito Eleitoral. Era autor dos livros Direito Eleitoral Comentado, Direito de Voto nas Sociedades Anônimas e Exclusão de Sócios nas Sociedades Anônimas. Em 1993, ganhou o Prêmio Jabuti, como co-autor do livro Os Negócios e o Direito.

 Ventura era famoso por sua moderação e calma. Reconhecido pela sua serenidade. Esses traços potencializaram o espanto com que amigos e advogados que o conheciam receberam a notícia no final da tarde de ontem. O advogado Fábio Cerdan, que o conhecia desde que cursaram juntos a 8ª série no Colégio Arquidiocesano, lembra dele como “um ser humano generoso e intrinsecamente bom”. Renato Ventura era colaborador deste site onde publicou quinze artigos de excelente qualidade e onde foi entrevistado 59 vezes. Profundo conhecedor do direito eleitoral, foi cogitado para ser ministro do TSE e era constantemente procurado por toda a imprensa nacional por seus posicionamentos técnicos e imparciais.

A equipe da Consultor Jurídico manifesta sua solidariedade aos pais de Renato Ventura e à mãe de Luiz Renato, Fabiane, o garoto que completaria seis anos de idade no próximo dia 6.

Revista Consultor Jurídico, 22 de abril de 2009, 20h09

Comentários de leitores

18 comentários

Assassino(!?)

Gini (Servidor)

Se foi ele quem cometeu essa asneira, merece o pior. Matar o próprio filho pra se vingar, é odioso.
A mãe deveria ter sido mais flexível, pois os filhos não são propriedade unilateral.

Qual será o limite???

Paloma Marques (Estagiário - Empresarial)

Realmente é uma grande perda para o mundo do direito, fui aluna dele por dois anos consecutivos e nesse período não só eu mas muitos de meus colegas percebemos o quão vazio era!!! Nada justifica, a atitude egoísta e cruel!!! Tenho pena, da pobre alma infantil que se foi, pena da mãe que está sentindo uma dor tamanha, mas tenho pena dele também!!!Isso só confirma uma coisa, de NADA ADIANTA UMA VIDA CHEIA DE GLÓRIA, FAMA, DINHEIRO E VAZIA DE AMOR, POBRE DE ESPIRÍTO!!! Isso tudo é falta de amor, amor pela vida, como já conhecido de muitos "O amor é sofredor, é benigno; o amor näo é invejoso; o amor näo trata com leviandade, näo se ensoberbece.Näo se porta com indecência, näo busca os seus interesses, näo se irrita, näo suspeita mal; Näo folga com a injustiça, mas folga com a verdade;Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta"...
Força para as famílias, para a mãe do menino e para ele paz onde quer que esteja...

O maior crime do mundo

Armando do Prado (Professor)

Se confirmadas as suspeitas, reitero que esse tipo de crime é imperdoável. Assassinar uma criança é indesculpável. Quanto ao suicídio, fico com as análises de Durkheimm e, pessoalmente, entendo como covardia. É minha opinião.

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