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Sétimo dia

Missa de sétimo dia de Esther Figueiredo Ferraz será nesta terça

A missa de sétimo dia de Esther de Figueiredo Ferraz acontece, nesta terça-feira (30/9), em São Paulo, às 19h30, na Igreja Nossa Senhora do Brasil. A advogada morreu na noite de terça-feira (23/9) aos 93 anos, no Hospital do Coração. Seu corpo foi velado na Assembléia Legislativa e enterrado no Cemitério do Araçá.

Primeira mulher admitida como professora da Faculdade de Direito da USP, ministra da educação, reitora da Universidade Mackenzie, Esther Figueiredo Ferraz teve uma vida marcada por pioneirismo em várias das mais tradicionais instituições brasileiras. Publicou ainda diversos livros sobre direito e filosofia.

Ela iniciou o curso de Direito, na escola do Largo São Francisco, em 1940, numa época em que apenas 34% das mulheres brasileiras eram alfabetizadas. Formada, teve a honra de ser a primeira mulher admitida como professora da mesma faculdade.

No governo do general João Figueiredo, em 1982, tornou-se a primeira mulher a ocupar um ministério no Brasil. Foi ministra da Educação e em sua administração foi aprovada a lei que vincula uma parcela do orçamento a gastos com educação.

Ela teve ainda a primazia de ter sido a primeira mulher a ocupar a reitoria de uma Universidade na América Latina. Foi reitora da Universidade Mackenzie em São Paulo. Quando se comentava seus pioneirismos, era modesta. "Alguém tinha de ser a primeira", dizia.

Inscrita na OAB-SP desde 1946, ainda na década de 60 integrou o Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem Paulista, onde os advogados homens predominavam. Foi pioneira também ao escolher uma especialidade na advocacia, o Direito Criminal, espaço predominantemente masculino e de muitos desafios, onde grandes juristas se consagraram. O presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso emitiu nota de pesar pela morte da sócia ilustre.

Escreveu diversos livros. Entre eles, Os Delitos Qualificados pelo Resultado; A Co-delinqüência no Direito Penal Brasileiro; O Perdão Judicial; O Menor e os Direitos Humanos; Prostituição e Criminalidade Feminina; Alternativas da Educação; Caminhos Percorridos; A Filosofia de João Mendes Júnior; Mulheres Freqüentemente; Falas de Ontem e de Hoje.

Revista Consultor Jurídico, 30 de setembro de 2008, 18h21

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