Servindo à mídia

Dirigente da OAB teme “estado policialesco” no país

“O Brasil caminha para o estado policialesco e sob os efeitos do chavismo”. A crítica é de Ercílio Bezerra, presidente do colégio de presidentes de Conselhos Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil. O recado digire-se a postura da Polícia Federal nas últimas operações. As afirmações foram feitas nesta sexta-feira (1/6) durante a primeira reunião do colégio na gestão Cezar Britto.

Para Bezerra, que é presidente da OAB do Tocantins, os agentes dessas operações “estão contaminados e animados com os efeitos nefastos do chavismo, o que é preocupante”.

“Vige hoje a máxima de primeiro se prende, preferencialmente com prévio aviso à imprensa, para depois, se investigar e eventualmente apenar”, disse o dirigente.

Ele entende que é crescente uma onda de ações e operações policialescas que, em regra, têm como objetivo servir à mídia, para só depois se apurar eventuais desvios de condutas.

Leia discurso de Ercílio Bezerra

“Há duas décadas deixei esta bela cidade em busca de um sonho, hoje retorno com os cabelos já grisalhos, mas na qualidade de dirigente da minha Seccional Tocantinense, fato que me enche de orgulho e redobra a emoção.

Muitas coisas maravilhosas aconteceram nesta jornada, mas o que importa destacar neste momento dentre tantas, é a presença da OAB na vida de todos nós, advogados e dirigentes, que ao longo de nossas histórias, cada um a seu modo e forma, contribuiu para a formação deste edifício cívico, onde a defesa do Estado Democrático e as ações cidadãs são lemas irrefutáveis.

Hoje sem dúvida alguma, tenho que pedir vênia aos ilustres colegas, para agradecer a oportunidade oferecida pelo eminente batonier Cezar Britto, de nomear-me como Coordenador deste Colégio de Presidentes, sei muito bem que sua Excelência assim o fez imbuído muito mais no sentimento de amizade fraterna que nos cerca do que dos meus atributos administrativos e intelectuais, sabidamente diminutos, mas mesmo assim buscando superar estas deficiências, encararei o desafio certo de que aos liderados não é permitida a deserção, mas apenas e tão somente o dever de cumprir a missão posta.

Neste encontro trataremos de importantes temas, não apenas aqueles cuja natureza são meramente institucionais, os quais de forma sempre propositiva tem-se apresentado em nossos encontros, como novos rumos para a OAB e para a advocacia.

São nestas oportunidades que procuramos fazer o dever de casa, corrigirmos a rota, buscarmos enfim definir políticas e ações voltadas para a melhoria das atividades daqueles que são a razão de nossa existência enquanto entidade, os advogados.

Por outro lado, pela própria história da Ordem, forjada em ambiente de luta permanente em defesa do estado democrático, das liberdades individuais e da democracia que estes encontros, também reclamam que apresentemos nossas contribuições para a sociedade brasileira.

Não é mais possível que assistamos de forma pacífica e passiva a crescente escalada de violência que assola o País ao mesmo tempo que se vislumbra uma total falta de políticas públicas para combater este câncer social, gerando um sentimento perante à sociedade brasileira de que o aumento de salário dos deputados e senadores é muito mais importante do que qualquer outro assunto submetido à apreciação de suas excelências, que de excelentes quase sempre não têm absolutamente nada.

Quando eventualmente se propõem discutir o tema violência, preferem apresentar como medida de combate apenas a redução da maioridade penal, de forma irresponsável e visando apenas a opinião pública, pois defender a criminalização é sempre bom para os holofotes de plantão.

Esquecem, meus caros Colegas, que não é criminalizando, recolhendo ao lixão social dos cárceres, aos esgotos das cadeias, que se combate de forma efetiva a violência. Não é preciso ser nenhum cientista social, para se saber que tais medidas, as vezes paliativas, jamais terão o resultado cantado e decantado em prosa e verso, como mecanismo único de combate eficaz à violência.

Todos nos sabemos que para se combater esse mal, é preciso que se desenvolvam políticas públicas voltadas para a melhoria das condições sociais e econômicas dos cidadãos, e isso, somente poderá ocorrer pela revolução da educação, sem investimentos concretos na educação, sem politicagem ou ações meramente eleitoreiras, jamais se chegará a qualquer porto seguro.

É preciso pois que passemos por uma verdadeira revolução educacional, onde o superavit primário não supere a busca permanente do saber. Onde a simples redução da maioridade penal não seja a solução para a crise de violência. Enfim, quando todas as forças políticas, efetivamente se conscientizarem que somente pela melhoria do sistema educacional e da educação brasileira, se poderá encontrar a verdadeira saída para todas as crises.

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26/06/2007 02:12Neli (Procurador do Município)Com todo respeito,discordo! Quem comete crim...
Com todo respeito,discordo! Quem comete crime contra a Administração Pública é mais vil do que o criminoso comum:este desgraça a vida de uma pessoa,de uma ou duas famílias,ao passo que aquele desgraça a vida de uma Nação:esse câncer(corruptos-passivo ou ativo),deveria ser extirpado da sociedade;são esses cancerosos da sociedade que fazem crescer a chama de impunidade para os criminosos comuns. Um acinte o que se vive no Brasil hoje em dia,parece que a máxima;o crime não compensa,passou a ser o crime compensa,graças a paparicos de certo setor da sociedade com criminosos,seja ele menor ou maior. Ontem,dia 24,sofri tentativa de roubo na Praia Grande,por dois jovens,classe média( pelas roupas não eram pobres),armados os dois(e aquele prebiscito serviu só para rasgar dinheiro público), estava dentro do carro e consegui fazer manobras e sair (pensei que o revólver fosse de brinquedo),os dois animais atiraram e só não acertaram pq tenho brindagem de Deus em minha vida. Mas em meu carro tem dois buracos de bala:um mirou em minha nuca e o outro em mina cara:sorte que sou,friso-me,brindada por Deus. Embora,aqui e agora,estou abençoando aqueles jovens, digo:o que os direitos humanos,intelectuais,os políticos fazem pela sociedade brasileira que está à mercê desses péssimos elementos? Nada,a não ser paparicá-los;hoje em dia,no Brasil,pela constituição federal ter dado cidadania a esses animais,pelas leis processual penal e de execução penal serem benevolentes,desgraçadamente se chega a uma conclusão:o crime compensa! Infelizmente,o Exército brasileiro,à nossa custa que pagamos pesadíssima carga tributária,presta para dar segurança interna ao povo do Haiti,enquanto nós aqui estamos cada vez mais em insegurança;no Brasil? O crime compensa! Um absurdo cidadãos honestos,decentes cumpridores das leis estarem à mercê dESSES marginais,enquanto que o congresso e o judiciário(STF) discutem sexo dos anjos,pensando que legislam e julgam para os suiços...no Brasil?O crime compensa. Menoridade: se prestam para eleger políticos são incapazes de saberem o que é certo ou errado?No Brasil:o crime compensa! Galdino Siqueira,notável penalista,aduziu na década de quarenta que o legislador brasileiro foi copiar a menoridade penal da lei italiana que "nossos menores sabem discernir o que é certo ou errado":no Brasil?O crime compensa. Os menores praticam atos criminosos pq sabem que ficarão impunes. No Brasil?O crime compensa e a sociedade honesta está refém dos bandidos. A violência campeia no Brasil por causa dos paparicos existentes : a pena,ainda que mínima,deveria ser cumprida...mas,com tantas regalias,desgraçadamente,se chega a uma triste conclusão:no Brasil o crime compensa! E, a Constituição Brasileira a única do Universo que equiparou bandidos comuns a políticos...Pobre Brasil aonde vai parar? Quando voltará a máxima de que o crime não compensa? Se não for assassinada por esses marginais,creio que se morrer de velhice,não verei isso...
17/06/2007 12:04Bira (Industrial)Temer o que, a bandidagem adora quando a polici...
Temer o que, a bandidagem adora quando a policia divulga como e quando faz grampos. Tudo daqui para frente será diferente.
14/06/2007 18:57futuka (Consultor)..depois de muito esforço para entender a matér...
..depois de muito esforço para entender a matéria..e diversas opiniões, só me resta a dúvida: -Que me desculpe o Sr Bezerra, no entanto pelo que me consta no Brasil o tempo do "mão-prá-cabeça!" já foi. Então o pseudo estado policialesco ("chavismo"??)..quê qué isso minha gente, onde o senhor "arrumou" essa informação meu nobre patrício brasileiro do tocantins. Gostaria que me informasse por favor sua fonte (se não for sigilosa)!..eu vou respeitar, afinal cada cabeça tem sua "visão" (utópica ou não). A policia federal está melhor conduzida e aparatada, só isso. Abs.