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Relatório da Opressão

Jornalista Hélio Contreiras autografa AI-5 — A Opressão no Brasil

O jornalista Hélio Contreiras faz um noite de autógrafos, na próxima terça-feira (25/4), de seu livro AI-5 — A Opressão no Brasil, resultado de 25 anos de investigação. O evento será na Fnac da avenida Paulista, às 19 horas.

Após 38 anos, o livro relata a situação em que se encontrava o Brasil, após a instalação do Estado de Exceção e, depois, com a decretação do Ato Institucional 5 (AI-5) em 1968, que reduziu ainda mais os direitos dos cidadãos com perseguição a advogados, intelectuais, políticos, sindicalistas, jornalistas e sacerdotes. O Congresso Nacional passou a ter um papel reduzido e não podia legislar sobre matéria econômico-financeira.

AI-5 — A Opressão no Brasil acompanha o esquema de perseguição e a prática de tortura na Ditadura, quando cerca de dois mil políticos foram submetidos a longos interrogatórios. A situação se prolongou até o final da década de 70, fazendo vítimas como Vladimir Herzog e Manoel Fiel Filho.

Há, ainda, capítulos sobre a ditadura na Argentina e no Chile. O jornalista investigou o regime ditatorial do general argentino Leopoldo Galtieri e do chileno Augusto Pinochet.

O prefácio é do jurista e professor Dalmo de Abreu Dallari e tem apresentações dos advogados José Gregori, que foi ministro de Direitos Humanos e da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, e Clóvis Ramalhete, já falecido, autor da Lei da Anistia de 1979. Além de depoimento exclusivo de Evandro Lins e Silva, analisando o período em que os direitos dos cidadãos foram cassados.

O autor, Hélio Contreiras foi um dos repórteres que mais se aprofundou na cobertura de bastidores do regime militar. O jornalista obteve do general João Figueiredo — último presidente do regime militar — a revelação de que quem grampeou o gabinete presidencial na época. Contreiras é responsável por muitos furos de reportagem, como tortura de presos no início da década de 70, prisões ilegais, críticas do alto escalão militar ao regime, corrupção entre militares, rompimento de segredos de Estado, como na sucessão de Geisel.

Revista Consultor Jurídico, 22 de abril de 2006, 7h00

Comentários de leitores

2 comentários

Parabéns ao autor pela importante obra. Por ...

Comentarista (Outros)

Parabéns ao autor pela importante obra. Por outro lado, publicações que defendem ou - no mínimo - tentam justificar as sujeiras cometidas pelos golpista não merecem sequer serem lidas ou comentadas. Resta saber ainda quando o Brasil vai crescer como - por exemplo - a Argentina, que revogou a vergonhosa lei da anistia e está investigando e processando os criminosos da época da ditadura militar. A lei da anistia, em qualquer país que exista, serve apenas e tão somente para o acobertamento dos crimes sujos cometidos pelos que usurpam criminosamente o poder e, após o perderem, têm sequer a honradez de serem julgados como homens por um tribunal legalmente constituído. Por essas e outras é que devemos desprezar e instruir as futuras gerações a enojar a memória daqueles que, pela força das armas, impuseram a ditadura militar às custas do sofrimento e da submissão de um povo. O único consolo é que os "leões" de outrora hoje não passam de meros "gatinhos" que dormem quietos à sombra de uma lei que os anistia, para o desprezo - inclusive - dos seus descendentes, que certamente se envergonharão de seus sobrenomes pelo resto de suas vidas.

Para contrabalançar, sugiro que leiam também o ...

Roland Freisler (Advogado Autônomo)

Para contrabalançar, sugiro que leiam também o livro “A Verdade Sufocada”, do cel Brilhante Ustra. O livro desmistifica, ponto por ponto, as mentiras que, há 40 anos, vêm sendo apresentadas à Nação brasileira a respeito da Revolução de 31 de Março de 1964 e os seus desdobramentos.

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