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Direito de opinião

Advogados dizem em pesquisa que querem impeachment de Lula

Os advogados de São Paulo estão muito satisfeitos com as realizações da seccional paulista da OAB, mas nem tanto quando o assunto são as obras e ações do governo federal ou do Judiciário nacional. Isto é o que demonstra pesquisa realizada pela revista eletrônica Consultor Jurídico, em parceria com a OAB-SP, que ouviu os participantes da XXX Reunião de Presidentes de Subsecções da Ordem em São Paulo.

Enquanto 48% dos entrevistados querem impeachment já, 37% acham apenas que o momento ainda não é o mais adequado para se pedir o afastamento do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Apenas 14,% dos entrevistados acham que não caberia um processo de responsabilidade contra o presidente. Mas não é só o presidente que não está agradando. Dos advogados ouvidos, 78% gostariam que político que fosse cassado ficasse 30 anos sem poder disputar eleição.

Os advogados estão frustrados também com a Reforma do Judiciário e sua mais vistosa criação, o Conselho Nacional de Justiça. Para 37% dos entrevistados os resultados da reforma são decepcionantes e apenas 2% acham que são bons. No caso do CNJ, 41 consideram seu trabalho entre decepcionante e razoável, enquanto 14% o consideram de bom a ótimo. A principal obra do Conselho, a resolução contra o nepotismo no Judiciário é aprovada por 30% da classe, enquanto 69% pensam que a medida não resolve o problema.

A pesquisa revela uma grande sintonia entre os entrevistados e a atuação da OAB-SP: 89% consideraram adequado seu posicionamento no episódio das invasões de escritórios em operações de busca e apreensão da Polícia Federal e 98% consideraram também adequadas as medidas tomadas pela Ordem o Tribunal de Justiça de São Paulo no caso do Quinto Constitucional (os desembargadores do tribunal refugaram uma das listas com nomes para ocupar uma vaga no TJ-SP apresentada pela Ordem, que reagiu com uma medida cautelar em Mandado de Segurança, acolhida no STF).

Quem está muito bem cotada é a administração do presidente da seccional Luiz Flávio Borges D’Urso, avaliada como ótima em 85% das respostas. Entre as principais qualidades da gestão D’Urso, foram apontadas: habilidade em defender os interesses da advocacia (33%); capacidade administrativa (29%) e honestidade (23%). As mudanças mais positivas, implementadas na atual administração da OAB-SP foram, segundo os pesquisados: a descentralização político-administrativa (44%); orçamento participativo (23%) e saneamento estrutural (19%).

A proposta de unificar a data e o conteúdo do Exame de Ordem em todos os estados mereceu a aprovação de 68% dos entrevistados.

A pesquisa foi feita nos dias 16 e 17 de novembro, em Atibaia (SP), durante a XXX Reunião de Presidentes de Subsecções da OAB-SP. Foram distribuídos 350 questionários entre os participantes do encontro e 166 advogados responderam à pesquisa. Algumas questões apresentam total superior a 166 respostas porque admitem mais de uma alternativa.

Veja os resultados da pesquisa:

1. Na sua avaliação, a OAB deve apresentar proposta de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva?


Sim

80

48,2 %

Não

24

14,5 %

Ainda não

62

37,3 %

TOTAL

166

100 %


2. Implementada a fase constitucional da Reforma do Judiciário, você diria que os resultados vistos até agora são:


Decepcionantes

62

37,3 %

Razoáveis

53

31,9 %

Não houve tempo para avaliar

47

28,3 %

Bons

4

2,4 %

Excelentes

-

0,0 %

TOTAL

166

100 %


3. Que avaliação você faz do trabalho do Conselho Nacional de Justiça:


Decepcionante
  • Página:
  • 1
  • 2
  • 3

Revista Consultor Jurídico, 28 de novembro de 2005, 20h55

Comentários de leitores

2 comentários

O Direito tem uma lógica. Ora, se está comprova...

JA Advogado (Advogado Autônomo)

O Direito tem uma lógica. Ora, se está comprovado que parlamentares eram indecentemente remunerados para votar nos projetos de interesse do PT (ou do governo, o que é a mesma coisa), e estando também comprovado que o dinheiro utilizado para isso saía de empresas públicas (Correios, Banco do Brasil, Eletronorte, etc) - e ainda estando comprovado "ad nauseam" que o presidente da República sabia disso tudo, tendo sido alertado por várias pessoas, sem nunca haver negado isso, está configurada a hipótese de crime de responsabilidade (por omissão) e portanto de impedimento. A única coisa que não ficou clara é a periodicidade da remuneração - se mensalão, semanalão, semestralão, etc. - Basta uma leitura superficial do Inc. 3º do Art. 9º da Lei 1.079 (Lei do Impeachment).

Volto a repetir o pensamento de Ubaldo Ribeiro....

Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Volto a repetir o pensamento de Ubaldo Ribeiro. Diz ele que o problema não é o Lula, nem foi o FHC e nem o Collor. O problema está na "base": somos todos nós. Esta pesquisa por exemplo, reflete o pensamento dos Advogados de São Paulo? Desculpem-me, mas não reflete o meu. Longe de achar bom este governo. Mas falar em impedimento do Presidente da República é uma idiotice sem tamanho. Vamos primeiro fazer uma pesquisa entre os Advogados de São Paulo (todos), e ver o índice de aprovação do Dr. D'Urso. Como diz Ubaldo, vamos começar na "base" (ele não diz exatamente isso mas é este o significado).

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