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Movimento adiado

PF cancela protesto contra Fiesp marcado para sexta-feira

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A Fenapef — Federação Nacional dos Policiais Federais decidiu adiar seu protesto contra a Fiesp — Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e a Ordem dos Advogados do Brasil, marcado para sexta-feira (22/7). O protesto, que não tem nova data marcada, havia sido convocado por Francisco Carlos Garisto, presidente da entidade.

Garisto pretendia fazer uma paralisação por uma hora, a partir das 17h30. Os agentes da Polícia Federal também prometiam fazer um cordão humano em volta do prédio da Fiesp, na Avenida Paulista. No lugar das tradicionais jaquetas da corporação, que são instrumentos de trabalho, eles usariam camisetas da PF.

Segundo a Federação, o protesto foi abortado porque o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, "concedeu várias entrevistas no dia de ontem e hoje afirmando que não teve a intenção de afrontar os policiais federais".

O protesto seria uma resposta ao Movimento pela Legalidade, contra o Arbítrio e a Corrupção, lançado pela Fiesp e por entidades como a Federação do Comércio paulista, a Febraban, a OAB de São Paulo, a Associação Paulista dos Magistrados, Bovespa, sindicatos das mais diversas categorias, e organizações sociais.

Segundo a Fiesp, o movimento não contesta as investigações da Polícia Federal nem os mandados de busca e apreensão cumpridos por seus agentes, mas protesta contra excessos cometidos nas operações da PF e em decisões do Judiciário.

Em nota oficial, a Fenapef diz que “diante dos novos fatos e para que os policiais federais não sejam acusados novamente de estarem ‘desviando’ a atenção sobre as apurações de atos de corrupção que estão sob investigação, e tendo em vista as solicitações já mencionadas, a Federação Nacional dos Policiais Federais sugere o ADIAMENTO dos ATOS DE PROTESTO, ficando o mesmo para uma deliberação futura”.

Leia a íntegra da nota

Nota Oficial

Com relação ao ATO DE PROTESTO da FENAPEF contra os ataques proferidos pela FIESP e OAB sobre as operações policiais da Polícia Federal, comunicamos o seguinte:

1 — Tendo em vista as manifestações dos representantes dos Advogados junto aos Sindicatos de Policiais Federais em vários estados, discordando da forma como a OAB-SP se manifestou publicamente sobre os trabalhos da Polícia Federal, os sindicatos entenderam que o protesto é restrito ao Estado de São Paulo e que o Ato de Protesto dos Policiais não deveria ocorrer em todos os Estados, já que poderia prejudicar essa relação, sem maiores efeitos imediatos e práticos.

2 — A FIESP, através de seu presidente, Paulo Skaf, concedeu várias entrevistas no dia de ontem e hoje afirmando que não teve a intenção de afrontar os policiais federais como um todo e que não iria mais comentar sobre o assunto PROTESTO.

3 — Diante dos novos fatos e para que os policiais federais não sejam acusados novamente de estarem "desviando" a atenção sobre as apurações de atos de corrupção que estão sob investigação, e tendo em vista as solicitações já mencionadas, a Federação Nacional dos Policiais Federais sugere o ADIAMENTO dos ATOS DE PROTESTO, ficando o mesmo para uma deliberação futura.

4 — Os sindicatos que desejarem manter as manifestações para esta sexta-feira ou para outra data poderão fazê-lo.

5 — Sugerimos que a nota radiofônica elaborada pela FENAPEF e veiculada como matéria paga na Rádio CBN, seja copiada do Site da FENAPEF e dentro das possibilidades locais, sejam veiculadas também nos Estados.

6 — Orientamos os respectivos representantes estaduais dos SINPEFs para que dêem entrevistas nos órgão da imprensa local deixando explícito o nosso descontentamento frente às críticas da OAB e FIESP. Solicitamos que seja feita uma NOTA OFICIAL LOCAL baseada na nota da FENAPEF ou sobre o tema e que a mesma seja distribuída e veiculada nos Estados.

7 — Fica deliberado que a Diretoria da Fenapef estará atenta aos fatos e, caso os ataques aos policiais voltem a se repetir, uma nova avaliação nacional será solicitada.

DIRETORIA EXECUTIVA DA FENAPEF

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 21 de julho de 2005, 15h51

Comentários de leitores

2 comentários

Discordo do comentarista Yuri! O senhor Paulo ...

Fmdsouza (Advogado Autônomo - Empresarial)

Discordo do comentarista Yuri! O senhor Paulo SKaf, não fez nada com a preocupação ao bom direito que vinha sendo "arranhado" pela instituição policial! O seu objetivo único era querer se solidarizar (desagravar)com sua colega dona da boutique, por ser pessoa da sua mesma classe social. Vamos utilizar este espaço para falarmos a verdade! Deixemos de ser mediocres! Até porque, as gravatinhas que são importadas do camelodromo italinao por 5 euros, são comercializadas por R$ 980,00 e o "fiesp" é um grande consumidor. Quando a policial federal fez a mesma coisa (metralhadoras, carros de choques, agentes com toucas ninjas, etc...) com o seu Law King Chong na 25 de março - acompanhado por um deputado de raro em raro, ninguém da Fiesp ou OAB, saiu pelos tribunos querendo fazer qualquer desagravo! Ai você pode dizer. AH, mas o seu Law não é industrial? Ora bolas, pelo o que me consta, nunca vi dizer que boutique é industria! Ainda mais, quando se tem conhecimento que nada ali é produzido. Tudo é trazido de fora. E a policial federal, nos colocou a pá, de como se traz tais mercadorias. Agora que pegou mau pegou! Já pensou, um pessoa que se diz rica, comprar roupa contrabandeada!? Isso, é o fim da picada!!!

Na minha opinião esta manifestação dos policiai...

Yuri Guimarães Cayuela (Advogado Autônomo)

Na minha opinião esta manifestação dos policiais federais em frente a FIESP, que estava marcada para esta sexta-feira, seria um tiro pela culatra. Explica-se: o que a FIESP questionou e repudiou foi o modo como se conduziu as últimas invasões, as últimas diligências, que a conclusão não poderia ser outra, senão chamar a atenção. A polícia Federal é indispensável e seu dever é cumprir os mandatos, mas precisam ser acompanhados pela imprensa, é necessário invadir as empresas, algemar as pessoas? Acho que o serviço tem que ser prestado, o trabalho cumprido...como todo mundo faz - nada mais que a obrigação.

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