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Mais saliva

Procurador tenta explicar de novo origem de ação contra Opportunity

O procurador da República Luiz Francisco de Souza divulgou, nesta quarta-feira (8/9), nova nota em que tenta explicar o fato de uma Ação de Improbidade Administrativa combinada com Ação Civil Pública assinada por ele ter a autoria do arquivo atribuída ao advogado de uma empresa interessada no desfecho da causa. A Corregedoria-Geral do Ministério Público Federal anunciou que vai apurar o caso.

Na nota, Luiz Francisco acusa a revista Consultor Jurídico de insistir em publicar "ataques sem objetividade e que beneficiam objetivamente o Grupo Opportunity". Segundo o procurador, a revista ConJur "ignora totalmente a acusação a este Grupo e, por isso, o enfoque da matéria não é imparcial e não busca servir ao bem comum, infelizmente".

O procurador dá uma nova explicação para o fato. "Examinando meu computador, há duas horas atrás, verifiquei que a tal fonte estrangelo edessa já estava instalada desde 09 de julho deste ano". Ele anexa à nota informações da área de informática da Procuradoria da República que corroboram a afirmação.

Fato curioso é o de que, no dia em que a revista pediu que ele imprimisse qualquer documento na fonte estrangelo edessa, ele não conseguiu. Simplesmente porque o programa do seu computador não tinha essa fonte.

Segundo Luiz Francisco, "a estrutura intelectual e formal da ação é minha, tal como a idéia da mesma, que cultivei em documentos desde 2001, pelo menos (em petições ao juiz de Foz de Iguaçu, em petições ao Advogado Geral da União e ao Controlador Geral da União, somente para exemplificar). A forma como foram elaboradas as frases, os parágrafos e períodos, tudo reflete meu estilo claro e conhecido. A ação foi feita por mim e pelo Dr. Lauro e teve o auxílio de denúncias de Demarco e de um advogado da PREVI, Marcelo Elias".

O que Luiz Francisco ainda não explicou foi o fato de que o arquivo original da ação, enviado pela secretária dele à revista ConJur, foi gerado na empresa Nexxy.

Leia a nota

NOTA DE ESCLARECIMENTO ADICIONAL

Brasília DF, 08 de setembro de 2004.

O site CONSULTOR JURÍDICO insiste em publicar ataques sem objetividade e que beneficiam objetivamente o Grupo OPPORTUNTIY. Ignora totalmente a acusação a este Grupo e, por isso, o enfoque da matéria não é imparcial e não busca servir ao bem comum, infelizmente.

Em complementação a outra nota, informo que, examinando meu computador, há duas horas atrás, verifiquei que a tal fonte estrangelo edessa já estava instalada desde 09 de julho deste ano. Segundo a área de informática, "a fonte estrangelo edessa acompanha a instalação padrão do sistema operacional Windows XP do computador em uso pelo Dr. Luiz Francisco Fernandes de Souza, Procurador da República. Declaramos, ainda, que a referida instalação foi executada por esta área de informática no mês de julho passado".

Por isso, pude ver a tal fonte em meu monitor. Não sou versado em informática e estes pontos são irrelevantes, o que é relevante para o bem comum é a ação judicial e o que ela tenta obter para o país. Este ponto, no entanto, é tangenciado pelo site.

Eu não conhecia a fonte e ao vê-la, quando abri textos do Dr. Marcelo Elias, advogado da PREVI, gostei e resolvi usar na ação, junto com os textos que recebi da PREVI. Não me recordo direito destes pontos, pois não têm relevância. Um Procurador pode receber denúncias e subsídios de estatais ou de qualquer pessoa. Poderia constar na ação o depoimento de Demarco ou textos entre aspas da PREVI e isso em nada diminuiria a seriedade do texto, tal como não diminui o fato de buscar dados técnicos em fontes idôneas e corretas.

A estrutura intelectual e formal da ação é minha, tal como a idéia da mesma, que cultivei em documentos desde 2001, pelo menos (em petições ao juiz de Foz de Iguaçu, em petições ao Advogado Geral da União e ao Controlador Geral da União, somente para exemplificar). A forma como foram elaboradas as frases, os parágrafos e períodos, tudo reflete meu estilo claro e conhecido. A ação foi feita por mim e pelo Dr. Lauro e teve o auxílio de denúncias de Demarco e de um advogado da PREVI, Marcelo Elias.

Esta é que a verdade e acredito que o Consultor Jurídico deveria estar preocupado acima de tudo com o conteúdo jurídico da ação que beneficia a União e os fundos de pensão estatais, que interessam a todo povo brasileiro.

Luiz Francisco Fernandes de Souza

Procurador da República

Revista Consultor Jurídico, 8 de setembro de 2004, 18h07

Comentários de leitores

3 comentários

Por falar nisso, Dr. LF, que tal dar uma olhade...

Raimundo Pereira ()

Por falar nisso, Dr. LF, que tal dar uma olhadela na caixa de correio eletrônico do computador apreendido pela Polícia Federal no RJ na última operação anti-lavanderia ? Segundo a PF, o maior doleiro do Rio trocava muitos e-mails com o relator da CPI do Banestado, dep. José Mentor. Havia (ou há) entre ambos uma invulgar intimidade. Não seria o caso de dar uma rápida olhada nisso, apesar do deputado ser socialista também ?

Deixem o Doutor em paz, ele está representando ...

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Deixem o Doutor em paz, ele está representando o MP, que não tem mistério. Aliás, deveria ser apresentado visualmente para aumentar a credibilidade da campanha publicitária do MP.

Se o Dr. Luiz Francisco nada tem a temer, porqu...

Raimundo Pereira ()

Se o Dr. Luiz Francisco nada tem a temer, porquê não revela os fundamentos dos procedimentos disciplinares que há contra ele ? Não seria um "descarrêgo" espiritual ? Não estaria assim cumprindo o art. 37 da Constituição Federal ? Vai lá Dr. Luiz, coragem, talvez o povo até o apoie. Porquê o temor ?

Comentários encerrados em 16/09/2004.
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