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Governo eletrônico

Ciberespaço é o melhor produto da revolução das comunicações

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A iniciação nos assuntos centrais do Governo Eletrônico chama a atenção para a prática de ações humanas em um ambiente chamado de “ciberespaço”. Você sabe o que é isso?

Antes de abordar a questão, é necessário justificar a opção pelo estabelecimento de um conceito, pois, em se tratando de um objeto cercado de virtualidades, tal exercício é positivo. É adequada a firmação contida em Ortega e Gasset, nas “Meditações de Quixote”, no sentido de que “sem o conceito não sabemos bem onde começa e onde termina uma coisa. O conceito nos dá a forma, o sentido das coisas”.

Mesmo diante de tal justificativa, o estudo em curso não o apresenta. Porém, analisamos aqui elementos provavelmente úteis para tanto.

Vamos, então, conhecer este “lugar” chamado “Ciberespaço”, e HAMIT vai apresentá-lo:

“Nossa terra incógnita é chamada de espaço cibernético. O conceito pleno, de fato, a própria palavra, tem menos de uma década. O autor de ficção científica William Gibson descreveu-o pela primeira vez em seu romance de 1985, Neuromancer, como uma alucinação coletiva partilhada por bilhões de pessoas. Ele escreveu sobre um mundo vislumbrante que criou um novo universo de meditação eletrônica sensorial; um mundo isolado onde a informação era percebida como uma manifestação física, não só vista e ouvida, como também sentida.”

A idéia de um ambiente comunicativo fortemente sensorial nos permite tratar de forma diferente a informação, visualizando-a “não só como palavras e números numa página impressa, mas como gráficos, objetos físicos que podem ser manipulados diretamente, à vontade”, conforme o mesmo autor. .

Embora a definição da figura, ciberespaço ou espaço cibernético, seja relativamente recente, a sua existência não o é, ou seja, o ciberespaço já existe há muitos anos, e o surgimento das técnicas da telemática - principalmente os computadores e as redes de comunicação - permitiu a constituição do seu território, como aponta a assertiva de HAMIT:

“Apesar de definido recentemente, o espaço cibernético não é novo. Ele foi reconhecido, pela primeira vez, por pioneiros como Morse, Edison e Marconni. A invenção do computador simplesmente compôs o território disponível assim que a computação começou a ser utilizada para controlar comunicações eletrônicas. Um casamento de iguais, mas espaço cibernético ainda. Ele poderia ser imaginado como um império de comunicação eletrônica envolvendo redes de comunicação e sinais de transmissão, assim como interações entre computadores.”

Não há dúvida, o ciberespaço é o melhor produto da mais atual das revoluções, a das comunicações, identificada pelo mestre WARAT:

“Barnett Pearce introduce la metáfora del terremoto para referirse a la revolución en las comunicaciones (y el saber de la modernidad, yo agregaría) Si alguno de ustedes estuvo alguna vez en un terremoto sabrá que produce una gran desorientación. Cuando de pronto aquello que siempreconsideramos estable (la tierra a nuestros pies o la fuerza de la gravedad) deja de serlo, se siente un profundo vértigo y uno ya no sabe en qué puede apoyarse; o bien para decirlo más literalmente, sobre qué puede estar parado’. El terremoto de la revolución ciberespacial”.

A velocidade das mudanças é tamanha que DUBNER, já em 1996, fazia uma importante advertência, afirmando que “em 1994 quando James Martin (considerado um guru tanto na área de informática como na de negócios) anunciou que, em 1997, todas as empresas estariam interligadas e que a lnternet seria o principal veículo de marketing, parecia uma loucura até para o mais otimista dos visionários. Hoje, apenas dois anos depois, louco é quem não acredita”.

O fato, realmente, é de difícil refutação e as mudanças estão em curso. Vamos a uma abordagem específica sobre o termo, feita por WARAT, a qual reafirma o perfil revolucionário desse instituto conceitual:

“La expresión ‘ciberespacio’ pertenece a Gibson, autor de ciencia-ficción, que en uno de sus libros mostraba la aterradora situación de un hombre proyectado en una red gigante de informaciones. Diez años despúes de la aparicion del libro la palabra comienza a ganar espacios en el lenguaje académico para definir ese no-lugar en que virtualidad y realidad se mezclan descubriendo horizontes desconocidos que abrirán, creo, simultáneamente puertas del paraíso y del infierno. La gran revolución de la numerización generalizada, la compresión de datos y redes de información imposibles de controlar. La revolución de las redes de información, que hará desaparecer las pautas básicas con que hoy nos movemos, en relación a los saberes, el tiempo y el espacio. Otras realidades bien distintas a las que el conocimiento de la modernidad nos colocó.”

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 post doc em governo eletrônico professor da UFSC. É também ex-secretario de Geração de Oportunidades de Florianópolis. Especialista em Informática Jurídica, doutor em Inteligência Aplicada e pós-doutor em Governo Eletrônico. Ex-Promotor de Justiça e ex-Procurador da Fazenda Nacional.

Revista Consultor Jurídico, 17 de maio de 2004, 15h37

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