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Ação social

OAB paulista lança movimento pela ética na política

A OAB paulista lança, na próxima segunda-feira (21/6), às 11 horas, em sua sede (Praça da Sé, 385), o “Movimento Nacional de Conscientização pela Valorização do Voto e pela Ética na Política”, que conta com o apoio da CNBB, Associação Juizes para a Democracia, Comissão Nacional de Justiça e Paz, Movimento Voto Consciente, Instituto Ethos e outras entidades da sociedade civil.

Segundo o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, o movimento tem o foco voltado para a moralização de comportamentos, atos e práticas de candidatos durante a próxima campanha eleitoral e de políticos no trato da coisa pública.

A OAB-SP lança durante o evento um manifesto, com as linhas principais do movimento ética na política, que colherá assinaturas de endosso de autoridades, pré-candidatos e eleitores.

"O movimento quer destacar que a ética tem implicações diretas sobre a gestão pública", afirma D´Urso, lembrando que no material de divulgação da campanha, a OAB paulista enfatizará que quando "falta ética na política, falta casa para morar, falta segurança, falta emprego, falta comida no prato de uma criança e sobra abandono".

Já confirmaram presença os pré-candidatos à prefeitura de São Paulo:

Michel Temer (PMDB), Luiza Erundina (PSB), Paulo Pereira da Silva (PDT) e Arnaldo Jardim (PPS). Os convites também foram extensivos aos demais pré-candidatos.

A seccional paulista pretende que esse movimento se instale em todos as regiões do estado através de suas 216 Subsecções, e nos demais estados brasileiros e Distrito Federal.

"Nossos objetivos são dois. Um, esclarecer e orientar a população sobre a importância do voto, dando um caráter educativo ao movimento. E, em segundo lugar, buscar firmar um compromisso junto aos candidatos majoritários e proporcionais para que mantenham uma linha ética na condução de suas campanhas nesse pleito que se aproxima", diz D'Urso.

Dentro dessa linha de um comportamento ético, a OAB-SP inclui uma crítica a legislações oportunistas, abrandando punições a políticos faltosos, e à "espetacularização" das campanhas eleitorais, observada por meio do uso de recursos técnicos de grande efeito, de discursos mirabolantes, campanhas com efeitos emotivos e ações de impacto com o objetivo de enganar o eleitorado, sobretudo no horário gratuito em rádio e televisão.

O presidente da OAB-SP vê o financiamento das campanhas como outro ponto importante do pleito, que deve ser tratado pelos partidos e candidatos com transparência.

E, diante da troca de acusações irresponsáveis, que tem marcado algumas campanhas eleitorais passadas, o movimento ética na política da OAB-SP vai fiscalizar a lisura do comportamento dos candidatos, especialmente no tocante ao compromisso com a verdade, observado ao longo dos discursos e pronunciamentos de campanha.

O movimento também pretende ficar atento aos candidatos que oferecem vantagens pessoais ao eleitor em troca de voto ou fazem uso da máquina administrativa. "Os eleitores devem ficar atentos a candidatos ou detentores de mandatos denunciados por práticas ilícitas, devidamente comprovadas", afirma D'Urso.

A OAB-SP disponibilizará e-mail para denúncias de corrupção eleitoral durante a campanha no site www.oabsp.org.br, que estará ‘linkado’ ao site do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

E, através do projeto OAB-SP Vai à Escola, que ensina o bê-a-bá da cidadania aos estudantes de 2º grau da rede pública, pretende igualmente debater a importância do voto com os jovens estudantes. O projeto funciona através de uma cartilha e palestras de advogados voluntários, que já atingiu mais de 2 milhões de jovens.

Revista Consultor Jurídico, 18 de junho de 2004, 10h44

Comentários de leitores

2 comentários

Concordo plenamente !! Os advogados não tem que...

Pedro José Maria ()

Concordo plenamente !! Os advogados não tem que arcar com este populismo artificial estilo " era vargas "

É !!!!!!!!!!!!! Agora tá do jeito que o diabo g...

Antonio Wennas ()

É !!!!!!!!!!!!! Agora tá do jeito que o diabo gosta !!!!!!!!!!! definitivamente não basta os votos dos advogados ... é preciso a popularidade geral para o salto ser perfeito....é lastimável como a OAB é usada de trampolim. ètica na política ???? os senhores não acham que a OAB deveria cuidar dos advogados primeiro ???...e conversinha para boi dormir !!!!!!!!!!!!!

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