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Quarta-feira, 4 de setembro.

Primeira Leitura: fase Lulinha paz e amor não serve para 2º turno.

Com os dias contados

O debate de segunda-feira na TV Record e as declarações de coordenadores políticos das campanhas de Serra e Ciro, terça-feira, sinalizam que a fase “Lulinha paz e amor” do candidato do PT ao Planalto não é uma fórmula que possa ser usada não importa quem seja o adversário de segundo turno. Sua eficiência pode se esvaziar.

Sinal de alerta

Pimenta da Veiga, da coordenação da campanha tucana, deu a senha: “Lula está com a mesma agressividade dos outros tempos (...) e precisa ser chamado para o debate e o confronto de idéias”.

Agenda de debate

O senador Roberto Freire, do PPS de Ciro, sustenta que Lula ainda não foi suficientemente questionado sobre o fato de o PT ter votado no Congresso contra a criação do fundo que aumentou os investimentos no ensino fundamental, o Fundef. Assim como, disse Freire, também não explicou as ações dos petistas no Judiciário contra a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Se correr o bicho pega...

Pimenta e Freire foram pontuais, mas Lula mostrou mais que isso: expôs um dilema de segundo turno. O programa de governo, o PT e o candidato light foram tanto para o centro, que, no confronto com o candidato de FHC, Lula perde o referencial e é obrigado a ressuscitar o discurso de esquerda.

...se ficar o bicho come

Lula demonstrou preferência por um confronto de segundo turno com Ciro Gomes, para não ter de repetir as críticas genéricas ao governo FHC e a Serra, que exibiu no debate da Record.

No confronto com o tucano, o PT teme que Lula fique muito parecido com o adversário, não se diferencie nas propostas e seja obrigado a levar o discurso para a esquerda, perdendo o porte de político convertido e confiável.

Mal menor

Daí que a cúpula do PT hoje já não tenha dúvidas: seria melhor enfrentar Ciro Gomes no segundo turno, contra quem fica mais fácil manter a imagem do Lula sem riscos.

Subiu

O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, afirmou terça-feira que a meta de superávit primário do governo foi elevada, mas não quis confirmar qual seria o novo número, dizendo apenas que é “ligeiramente superior” aos atuais 3,75% do PIB e que “é um ajuste fino neste ano, com base nas avaliações mais recentes e também com base na MP da área tributária”.

Rombo

Em outro momento de uma teleconferência com a Agência Estado, Armínio disse que a nova meta era "uma fração acima” da atual. Primeira Leitura apurou que o grande problema do governo não será com uma meta maior em 2002, mas com os 3,75% de 2003. Diversas fontes de receita deixarão de existir, reduziriam o superávit para 2,6% do PIB. Em dinheiro, faltariam cerca de R$ 13 bilhões...

Assim falou...Paulinho

“Basta que o procurador consiga me encontrar.”

Do vice na chapa de Ciro Gomes, ontem, ao ser intimado para depor sobre denúncia de superfaturamento na compra de uma fazenda pela Força Sindical, que presidia. Paulo Pereira da Silva tinha de comparecer para depor anteontem, mas não apareceu. O procurador que cuida do caso ameaçou chamar a polícia para garantir a presença do sindicalista.

Ironias da história

Na cúpula Rio+10, que acontece na África do Sul, os EUA conseguiram evitar a aprovação das propostas do Brasil e da União Européia sobre o uso de fontes renováveis de energia. Para isso, a delegação americana contou com a ajuda de Irã e Iraque — dois dos países que integram o chamado “eixo do mal”, de nações consideradas inimigas pelo presidente George W. Bush.

Revista Consultor Jurídico, 4 de setembro de 2002, 9h33

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