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27/3/2002

Primeira Leitura: Duhalde esgotou sua janela de oportunidade

Perdeu a chance

O presidente argentino, Eduardo Duhalde, vem insistindo que, mesmo que o dólar chegue a 9 pesos, seu governo não estará em risco. Apesar disso, já saiu em busca de apoio do Congresso para continuar governando. O fato é que ele já esgotou sua "janela de oportunidade", como se diz no jargão do mercado. Agora, deveria convocar eleições.

Na corda bamba

Não que as eleições tenham, em si, o poder mágico de resolver o dilema argentino. Mas elas liberariam a, digamos, marcha da história. Do jeito em que está, o país se vê diante de dois caminhos dramáticos: hiperinflação ou hiper-recessão.

Duhalde, em vez de dizer isso com clareza e forçar uma solução, tentou administrar a crise. Está sendo engolido por ela.

Desmoralização

Quando tomou posse, Duhalde previu que o dólar chegaria a 1,80 peso e depois se estabilizaria em 1,40 peso. A cotação da moeda americana já bateu nos 4 pesos... Como manter a credibilidade desse jeito?

Exemplo doméstico

No Brasil de Sarney, o ministro Maílson da Nóbrega conseguiu tocar o barco com uma inflação que chegou aos 80% ao mês - na política "feijão com arroz" - porque havia eleições presidenciais no horizonte.

Ainda não chegou

Os argentinos continuaram a formar imensas filas na tentativa de se defender da desvalorização. Há quem diga que as duríssimas medidas necessárias para o país sair do buraco só serão aceitas pela sociedade argentina depois que ela experimentar o gosto amargo da dolarização total da economia, hoje vista por parte da população como uma panacéia. Seguiria-se uma recessão brutal. Seria, enfim, o fundo do poço.

Do lado de cá

O FMI montou o seguinte cenário para a economia brasileira em 2002: o PIB crescerá 2,5%, a inflação ficará bem acima do centro da meta do Banco Central, de 3,5% no ano, e a balança comercial poderá registrar saldo positivo de US$ 5 bilhões. Na revisão do acordo com o governo, firmado em 2001, o Fundo destacou que o país está cumprindo os seus compromissos.

Então tá

O PT resolveu responder à provocação do ministro Aloysio Nunes Ferreira (Justiça), que co-responsabilizou o partido pela invasão da fazenda da família de FHC, com mais uma teoria conspiratória.

Para os petistas - do presidente do partido a Lula, passando pelo publicitário Duda Mendonça -, tudo não passou de uma armação do governo para beneficiar José Serra. Uma tese a ser abraçada por idiotas dedicados a deitar uma sombra de ilegitimidade sobre as eleições.

Assim falou. FHC

"Gostei (...) da correção com a qual foi tratado o senador Sarney, não só como pai magoado, escritor imaginoso e admirado, homem hoje preocupado com a democracia".

Do presidente da República, ao ironizar a conversão democrática de José Sarney (PMDB-AP), que apoiou governos militares, em carta ao líder do governo no Senado, Artur da Távola (PSDB-RJ). A carta foi lida no plenário da Casa.

Tudo é história

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, deu uma entrevista ao jornal Yediot Ahronot lamentando ter prometido ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que não colocaria em risco a integridade física de Yasser Arafat.

Não é a primeira vez que Sharon se arrepende do que não fez com o líder palestino. Não faz muito tempo, em outra entrevista, lamentou que Israel não tivesse eliminado Arafat em 1982, quando seu país invadiu o Líbano. À época, o líder da OLP acabou se refugiando na Tunísia.

Revista Consultor Jurídico, 27 de março de 2002.

Revista Consultor Jurídico, 27 de março de 2002, 12h19

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