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Sexta-feira, 24 de maio de 2002.

Primeira Leitura: Simon está irritado com a escolha de Rita Camata

Parado na garganta 1

O senador Pedro Simon (PMDB-ES) está irritado com a escolha de Rita Camata (PMDB-ES) para vice do tucano José Serra. "Nizan não entende nada de conteúdo, só de forma", disse, referindo-se ao publicitário Nizan Guanaes, responsável pela campanha tucana, que teria influído na escolha. Lula já está procurando o senador, em busca de apoio dos descontentes do PMDB.

Parado na garganta 2

A Executiva Nacional do PFL decidiu não apoiar nenhum presidenciável nem lançar candidato. Embora o partido tenha fechado acordo com o PSDB em vários Estados, pelo menos por enquanto não vai selar aliança com Serra.

Descolamento

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, definiu nesta quinta-feira emprego e educação como as prioridades de seu programa de governo na questão social e criticou a ação do governo Fernando Henrique Cardoso nas duas áreas. Para Serra, a adoção de políticas sociais sem criação de postos de trabalho “não adianta nada”.

Que risco?

Ao manter a taxa Selic em 18,5% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou para o mercado que investimento no Brasil é mesmo operação de risco. É o caso de se perguntar que risco existe?

O mercado tem uma relação deles guardada na gaveta, quase padrão para países emergentes com alto grau de vulnerabilidade externa. Assim, se o BC sinaliza que existe risco é porque existe, raciocinou o mercado, desengavetando a lista.

Horizonte menor

O mercado esteve mais um dia no inferno. E demarcou um horizonte mais próximo de negócios. Depois da decisão do Copom, nenhum banco quis comprar títulos que vençam em 2003. O inferno, por isso, passou a ter uma dinâmica econômica própria, que determinou a dança dos preços.

A taxa de risco do Brasil superou a barreira dos 1.000 pontos básicos, para depois fechar em 983, com alta de 2,5%. Da mesma forma, o dólar, que chegou a ser negociado a R$ 2,54, fechou a R$ 2,528, com alta de 0,11%.

Luz amarela

O Banco Central informou na quinta-feira que o déficit em conta corrente ficou em US$ 1,9 bilhão em abril, mas foi coberto pelo volume de investimentos estrangeiros. A luz amarela, contudo, está acesa para maio. Até agora, o país só recebeu US$ 800 milhões.

Coragem?

Ciro Gomes, presidenciável do PPS, disse à rádio CBN, que, eleito, alongaria os prazos de pagamento da dívida interna e acabaria com o sistema de metas de inflação — que chamou de "armadilha explosiva". Ciro é corajoso por dizer tal coisa?

Vamos devagar com essa análise. Fosse o candidato governista José Serra a defender essas posições e o mercado desabaria sobre sua cabeça. Fosse o petista Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro colocado nas pesquisas, e o Brasil desabaria junto, e sobre a cabeça de todos.

Diferenciação

Ciro, paralisado num desconfortável quarto lugar nas pesquisas, tenta desesperadamente se diferenciar em uma disputa que se dá no centro político. Estivesse ele na primeira ou na segunda colocação e o discurso seria outro.

Populismo constitucional

Também para se diferenciar, Ciro Gomes insistiu na idéia de plebiscitos para fazer reformas. Segundo ele, é errado acusá-lo de populismo, de uma prévia disposição para governar diretamente com o povo, sem passar pelo Congresso. Ele está certo. Plebiscitos, afinal, precisam necessariamente ser aprovados pelo Congresso. Mais: estão previstos na Constituição.

O que dá medo: na eventualidade de ser eleito, Ciro dificilmente teria maioria no Congresso. E poderia tentar compensar isso com o uso indiscriminado de apoio do povo desorganizado para pressionar o Congresso, numa espécie de populismo constitucional.

Venezuela

Alguma coisa a ver com a Venezuela de Hugo Chavez? Não. Por enquanto.

Programa e partido

Guido Mantega, assessor econômico do petista Luiz Inácio Lula da Silva disse que os documentos do partido que falam em "ruptura" com o atual modelo econômico não devem ser entendidos como o programa do PT. "É um documento de discussão partidária (...), não para ser apresentado à sociedade".

Cuidado

O cuidado do economista tem a ver com o esforço para consolidar o novo PT, aquele que vai cumprir contratos, sob a liderança de um Lula que jura que mudou. É o peso do primeiro lugar nas pesquisas...

Assim falou...Jorge Bonhausen

"Não entro no Titanic nem com a mais bela tripulante".

Do presidente do PFL, fazendo ironia com a chapa Serra-Rita Camata.

Tudo é história

Falando em naufrágios, o presidente do PFL, Jorge Bonhausen, que não se cansa de comparar a candidatura de José Serra ao Titanic, foi o idealizador da estratégia do partido de lançar candidatura própria, no ano passado.

A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney — tão bela como Rita Camata, diga-se — chegou a ter 23 pontos nas pesquisas eleitorais. Sua candidatura afundou em março, por causa do escândalo na Lunus, empresa de sua propriedade e do marido, Jorge Murad.

Revista Consultor Jurídico, 24 de maio de 2002, 9h23

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