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Quinta-feira, 23 de maio de 2002.

Primeira Leitura: conheça o lado amador do PSDB e do PT

Amadorismo tucano

Segundo os jornais, a campanha do tucano José Serra se prepara para sugerir que o petista Luiz Inácio Lula da Silva não trabalha. Rita Camata (PMDB-ES) foi indicada para vice na chapa tucana, na linha "razão e sensibilidade".

Como se ele, homem, não tivesse sensibilidade, e ela, mulher, não tivesse razão. Isso um dia depois de o tucano ter ido à TV com uma camisa do Corinthians para se dizer palmeirense... Santo Deus!

Amadorismo petista

Luiz Inácio Lula da Silva saiu a tecer considerações sobre a Farm Bill (o pacote protecionista dos EUA para a agricultura) e as leis norte-americanas para proteger a sua indústria do aço. O candidato acha que eles estão na deles, que o Brasil deveria fazer o mesmo. Notável! Submetamos a tese de Lula a uma das leis da física: a aceleração. Os EUA protegem o mercado deles para valer, e nós, o nosso. Vamos ver quem sai ganhando.... Pobre país!

Amadorismo do império

O clima de tensão e medo espalhado pelas declarações dos secretários de Defesa, Donald Rumsfeld, e do diretor de segurança doméstica, Tom Ridge, sobre a possibilidade de novos atentados terroristas em território norte-americano começa a ser criticado pelos jornais do país.

Thomas Friedman, um dos principais colunistas do jornal The New York Times, usou da ironia: "Vamos fazer um acordo: nós não criticaremos mais o governo por não ter antecipado o 11 de setembro se o governo parar de aterrorizar o país prevendo cenários (...) sem especificá-los."

Constância enfadonha

Primeira Leitura acertou, pela terceira vez consecutiva, qual seria a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. A taxa Selic foi mantida em 18,5%. Mas, desta vez, acertamos menos por mérito e mais pela evidência de que os erros do BC e do malanismo são de uma enfadonha constância.

A melhor definição para o malanismo está expressa num verso de Fernando Pessoa: "cadáver adiado que procria".

Sem futuro

Cadáver porque o malanismo está morto seja qual for o futuro presidente — todos os candidatos falam em redução da taxa de juros e em dar prioridade ao crescimento. Mas procria porque, afinal, as armadilhas que criou estão aí, pegando as canelas do governo. É o caso do crescimento pífio. É o caso da meta inflacionária equivocada. E são esses erros que explicam o juro que não cai.

Mercado

O juro não cai com o pretexto de que serve para melhor administrar os riscos. Bem, o mercado desafiou esta lógica ontem: a Bolsa caiu 2,75%, o dólar fechou cotado a R$ 2,52 (+1,42%), e a taxa de risco do Brasil bateu em 954 pontos básicos (+1,49%).

Vulnerabilidade...

Falando em alta do dólar, a dívida pública interna do governo atingiu R$ 633,29 bilhões em abril, +1,11% em relação a março. A elevação ocorreu, sobretudo, devido ao volume de títulos corrigidos pela taxa de câmbio.

...e democracia

O secretário-executivo da Cepal, José Antonio Ocampo, disse ao jornal espanhol El País, que a crise econômica na América Latina debilita a democracia. "Uma parte importante da população tem a percepção de que o crescimento econômico não lhe rende frutos", disse. Entre os problemas da região, Ocampo destacou a excessiva volatilidade dos mercados

Assim falou...Luiz Inácio Lula da Silva

“Eles estão fazendo o que nós deveríamos fazer: defendendo seu emprego, sua agricultura e sua indústria”.

Do candidato do PT à Presidência, sobre a política protecionista dos Estados Unidos.

Tudo é história

Em outubro de 2001, durante viagem à Europa, Luiz Inácio da Silva, presidenciável do PT, defendeu a política agrícola européia. “Do ponto de vista da realidade européia, eles estão corretos”, afirmou. Teve de passar as semanas e meses seguintes explicando a declaração, que vai contra os interesses do Brasil.

O país tem uma produção agrícola das mais competitivas do mundo, sem subsídios. E, no entanto, conviveu por seis anos com uma balança comercial deficitária, já que importou produtos dos países ricos muito mais do que conseguiu exportar. Pelo visto, Lula não entendeu razão para tanta crítica na época. Talvez compreenda agora, pois terá de passar, de novo, as próximas semanas e meses a se explicar...

Revista Consultor Jurídico, 23 de maio de 2002, 13h35

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