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Quarta-feira, 5 de junho de 2002.

Primeira Leitura: Nizan Guanaes provoca irritação em parte do PSDB

Nizan no alvo

A euforia com a entrada de Nizan Guanaes na campanha de José Serra à Presidência começa a ser substituída por irritação em parte do tucanato, que considera excessiva a interferência do marqueteiro nas decisões políticas e estratégicas da campanha. Guanaes optou sobre a escolha da candidata a vice na chapa de Serra, Rita Camata (PMDB-ES).

Mudanças

Nizan mudou a equipe de assessoria de imprensa do candidato e sugeriu a reestruturação da campanha, com a mudança do comitê central de Brasília para São Paulo.

"Assim como a coordenação política não dá palpites nos comerciais, ele deveria ser mais comedido ao dar opiniões sobre política", disse ao Primeira Leitura um parlamentar tucano.

Cheiro da crise

A taxa de risco do Brasil subiu 6,66% e chegou a 1.072 pontos básicos. O dólar fechou a R$ 2,596, com alta de 2,44%. A Moody´s rebaixou a perspectiva do país de "positiva" para "estável". O governo tentou realizar três leilões nesta terça-feira — o primeiro fracassou. À tarde, o BC vendeu, aceitando uma taxa de juros nominal de 6,79% para contratos de swap cambial que vencem em janeiro de 2003, enquanto o Tesouro negociou apenas metade das LTNs que queria, com vencimento em janeiro de 2003, aceitando uma taxa média de juros equivalente a 19,45%. O juro aceito é maior do que o praticado no mercado futuro, que, mesmo depois de uma alta de 2,46% no dia, fechou em 19,07%.

Aposta inviável

Na prática, o resultado do leilão inviabiliza a aposta em queda da taxa Selic na próxima reunião do Copom. Já não se trata de uma discussão sobre a inflação e o nível de atividade da economia, mas sobre o prêmio pedido pelos bancos para comprar títulos públicos.

Ainda assim, o presidente do BC, Armínio Fraga, voltou a afirmar que, se a trajetória de queda da inflação se confirmar, o juro deve cair. Ele disse ainda que o país está "vivendo um momento de extremo pessimismo", em que o mercado passa a acreditar até na demissão de Luiz Fernando Figueiredo, diretor do BC.

Duas saídas

Em São Paulo, o governo anunciou que a arrecadação do ICMS sofreu uma queda de 8,7% em maio, na comparação com igual mês do ano anterior. Se a economia está encalacrada — e está —, há uma resposta política para amenizar a crise: o petista Luiz Inácio Lula da Silva tem de apresentar um plano de transição para a hipótese de vencer as eleições, e o tucano José Serra tem de fazer o mesmo — no seu caso, descolando-se da mediocridade malanista.

Piada nada

Pode parecer bobagem, mas quando um porta-voz do presidente tem de dizer onde o chefe mantém seus investimentos, como ocorreu nesta terça-feira, é porque a crise de confiança começa a ficar desagradável.

Contraproducente e irresponsável

Conforme o previsto, o Senado aprovou em primeira votação a emenda da CPMF, com destaque que suprime a noventena. O PT, que votou em favor da proposta geral, disse que vai recorrer ao Supremo para tentar manter a noventena.

É uma mistura de ação contraproducente com irresponsabilidade. Contraproducente porque um rombo fiscal no governo pode comprometer ume eventual futuro governo de Lula; é irresponsável porque, sem o dinheiro, prejudicado é o país, e não o governo FHC.

Pedido de socorro

A cúpula do PMDB pediu nesta terça-feira empenho do presidente Fernando Henrique Cardoso e do candidato tucano à Presidência, José Serra, para ajudar a resolver problemas regionais entre os dois partidos antes das convenções, no dia 15.

Reunião de avaliação do PMDB relacionou seis casos urgentes — PB, RO, MT, SC, AC e SE. Mesmo assim, a cúpula do partido acredita que, no placar mais apertado, tem 60% dos votos.

Fará tudo

O presidenciável do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou que mantém contatos com peemedebistas contrários à aliança com o PSDB e disse que se reunirá com o senador Pedro Simon (PMDB-RS).

"Vamos conversar com todos que fazem oposição à aliança PMDB-PSDB. Vou usufruir do meu direito de sonhar com uma ampla aliança até o limite do possível". Em encontro com produtores de cana, Lula defendeu a volta do Proálcool.

Até eles...

O presidente do Banco Mundial (Bird), James Wolfensohn, chamou de "hipocrisia" dos países ricos a adoção de medidas protecionistas à agricultura. Para ele, a próxima cúpula do grupo dos oito países mais industrializados (G-8), no Canadá, deveria pôr fim a essa prática, comparável, segundo ele, à máxima 'façam o que eu digo, não façam o que eu faço.

Assim falou...Luat

“O presidente (Fernando Henrique Cardoso) mantém todo o seu dinheiro em caderneta de poupança”.

De Alexandre Parola, porta-voz de FHC ao responder se o presidente tinha perdido dinheiro com mudanças de regras determinadas pelo BC para os fundos de investimento.

Tudo é história

O Brasil não tinha dificuldades para rolar as dívidas interna e externa desde 1989, antes da eleição de Fernando Collor de Mello. É claro que não é o mesmo cenário daquele ano: afinal, tinha-se ali uma inflação de quase 80% ao mês, praticamente a totalidade da poupança interna estava no overnight e, claramente, o governo agonizava. Mas eis a questão: depois de os tais fundamentos de Pedro Malan terem sido seguidos à risca, é preciso explicar como se chegou a tal dificuldade.

Revista Consultor Jurídico, 5 de junho de 2002, 10h03

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