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Greve no Judiciário

Plantão do Judiciário de Sorocaba é prejudicado por causa da greve

A greve dos servidores do Judiciário paulista completa um mês nesta quinta-feira (27/9). Quase 800 servidores do Judiciário em Sorocaba (SP) ampliaram a greve na quarta-feira (26/9). Fecharam os cartórios distribuidores e criminais que atendiam em regime de plantão. Com o fechamento, o encaminhamento de processos urgentes foi prejudicado, assim como o atendimento do plantão judiciário.

Desde a semana passada, os juízes de Sorocaba estão concedendo habeas corpus para soltar autores de crimes cujo prazo de prisão provisória se esgotou. Cerca de 230 presos acusados de crimes como assaltos e tentativas de homicídio, estavam nessa condição. Com o fechamento do cartório distribuidor, deixam de ser recebidas aproximadamente 300 ações por dia.

Segundo o presidente da subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil, Joel Araújo, a paralisação total dos serviços faz com que o Judiciário deixe de cumprir sua função constitucional. Ele disse que a população é prejudicada com a paralisação de 150 mil processos.

Em São Paulo, os servidores fizeram assembléia na quarta-feira (26/7) e resolveram manter a greve. A categoria reivindica 54,31% de reajuste.

O Sindicato União dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo afirma que os funcionários estão sem reajuste há sete anos. O TJ nega.

A assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de São Paulo publicou nota rebatendo a afirmação dos servidores. Nas contas do Tribunal, o resíduo da recomposição salarial corresponde a 24,83%. Para o TJ paulista, a pretensão dos servidores em querer reajuste mais elevado não se justifica.

Revista Consultor Jurídico, 27 de setembro de 2001, 12h43

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