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Virou doutor

Bacharel que ameaçou STF recebe carteira na OAB-SP

Jorge Eduardo Rubies, o rapaz que ameaçou os ministros do Supremo Tribunal Federal por terem avalizado a "MP do Apagão", já é advogado. Ele recebeu sua carteira de inscrição na OAB paulista na última terça-feira (25/9).

A celeuma provocada pela divulgação de sua mensagem eletrônica, contudo, por pouco não o impediu de exercer a profissão. Durante o inquérito aberto na Seccional, em dado momento, chegou a decidir-se que o bacharel não apresentava as condições básicas para ingressar na advocacia.

Colheram-se manifestações de professores e até a do presidente do STF, Marco Aurélio de Mello. Enquanto isso, a Polícia Federal o indiciava e apreendia seu computador para investigações.

Nesta semana, Rubies recebeu a Carteira de nº 191.142 das mãos de Raul Haidar, o conselheiro da OAB-SP que reverteu a decisão de negar-lhe o registro. Nomeado relator do caso, Haidar descaracterizou as acusações imputadas ao bacharel invocando raciocínios dos próprios ministros do STF.

A mensagem de Rubies foi enviada em julho ao STF e publicada, com exclusividade, pela Revista Consultor Jurídico. Na mensagem, ele afirmava: "a partir de hoje, farei o possível para matá-los e à toda à sua raça". E conclui: "Vou oferecer uma recompensa de R$ 20.000,00 para quem matar um de vocês ou de seus parentes". A mensagem se refere, ainda, aos oito ministros que validaram a MP do governo como "bando de canalhas, traidores e covardes". Na ocasião, apenas os ministros Marco Aurélio e Néri da Silveira votaram contra a legalidade da MP da energia.

Depois da repercussão do caso nos meios de comunicação, Rubies resolveu pedir desculpas e mandou uma mensagem ao presidente do STF.

No pedido de desculpas, afirmou que a mensagem "não passou de um desabafo, concebido e enviado num momento de irreflexão, provocado pelos graves problemas pessoais" enfrentados por ele e potencializados pelos "angustiantes momentos que o País vem vivendo".

Rubies disse que jamais foi sua intenção "perturbar a tranqüilidade dos membros do STF, da qual dependem os destinos das atuais e futuras gerações de brasileiros".

Revista Consultor Jurídico, 27 de setembro de 2001, 10h56

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