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Alto risco

Advogado brasileiro é preso em aeroporto dos EUA

A jornalista Mônica Bergamo, informa nesta terça-feira, na Folha de S.Paulo, que um dos mais conceituados advogados do Brasil, Nelson Tabacow Felmanas, foi preso na noite de sábado em Nova York.

Felmanas tentava embarcar para Londres desde o dia 11, quando os vôos foram suspensos por conta dos ataques terroristas nos EUA. Era o quarto dia consecutivo em que o advogado comparecia ao aeroporto.

Indagado por funcionário da companhia aérea sobre o que levava em sua bagagem, Felmanas, em tom irônico respondeu que levava uma arma. Foi o que bastou para a confusão.

Felmanas não conseguira resolver nenhum dos problemas que motivaram sua ida a Nova York e encontrava-se tão estressado quanto o pessoal do aeroporto, explica um amigo do advogado.

Ele se preparava para embarcar num vôo que o levaria de Nova York a Londres. Ia visitar uma filha que mora na Inglaterra. Como outros passageiros, Felmanas enfrentou filas, revistas e interrogatórios que estão sendo feitos às pessoas antes do embarque nas aeronaves.

Detido, Felmanas chegou a ser algemado e levado para a prisão, de onde só conseguiu sair no domingo, depois de pagar uma fiança de cerca de US$ 1.000.

A família do advogado entrou em contato com amigos dele no Brasil, que imediatamente acionaram Rubens Aprobatto Machado, presidente da OAB.

Aprobatto, por sua vez, telefonou ao cônsul do Brasil, Flávio Perri, e acionou a advogada Isabel Franco, da Comisão Internacional da Ordem dos Advogados do Brasil. Isabel, que vive em Nova York, ajudou Felmanas a contratar um escritório de advocacia americano para cuidar do caso.

A prisão de Felmanas vinha sendo mantida em sigilo pelas autoridades e profissionais envolvidos no caso. A intenção era que fosse divulgada depois que ele se apresentasse às autoridades americanas, o que deve acontecer até o final da semana.

O advogado e seus familiares estão bastante preocupados com os desdobramentos que o caso possa ter. A advogada Isabel Franco diz que está sob sigilo e nada pode declarar.

Aprobatto Machado, da OAB, afirma que Felmanas, que advogou para Ângelo Calmon de Sá e Ricardo Mansur, é um "advogado extraordinário. Conhecendo ele como eu conheço, sei que não há de ser nada grave e em breve o teremos de volta ao Brasil".

O escritório Felmanas Advogados Associados é especializado em processos de liquidação extrajudicial de bancos.

Revista Consultor Jurídico, 18 de setembro de 2001, 11h49

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