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Advocacia em ebulição

Escritórios de advocacia fundem-se e concentram o mercado

O mercado da advocacia está em ebulição no Estado de São Paulo. Mais uma fusão entre escritórios foi anunciada esta semana. O Castro, Barros, Sobral e Gomes Advogados juntou-se ao Vidigal Advogados Associados. No mês de maio, o escritório Demarest Almeida já havia incorporado o Azevedo Sodré, na maior operação já ocorrida no ramo no país. Na semana que vem, uma outra grande associação entre um tradicional escritório brasileiro e um grande escritório europeu deverá ser anunciada.

Apesar dessa movimentação toda, escritórios de menor porte ouvidos pela Consultor Jurídico afirmam que vive-se um momento recessivo. "Nunca esteve pior", afirmou um advogado que tem dúvidas se poderá manter o seu empreendimento com a atual estrutura de custos.

As sucessivas fusões, associadas ao grande número de concorrências públicas em curso podem significar que o que ocorre é um movimento de concentração do mercado nas mãos dos grandes escritórios. Ou seja, o reagrupamento das sociedades é uma demanda da clientela.

Essa tendência não poupa sequer as bancas mais tradicionais do mercado. Segundo o sócio do Castro, Barros, Sobral e Gomes, Sérgio Sobral, "o escritório foi pioneiro em muitas áreas, como o direito ambiental e as privatizações de estatais". "Com a fusão com Vidigal Associados, banca fundada em 1893, tornamo-nos também uma referência em direito bancário", conclui.

Para a consultora especializada em administrar empresas de advocacia, Anna Luiza Boranga, "As fusões de escritórios de advocacia estão surgindo com o objetivo de aprimorar o atendimento por eles oferecido. São uma conseqüência da exigência do mercado, aliada à pressão da concorrência".

Ela destaca alguns pontos visíveis desta necessidade: "implementar novas áreas de atuação, ampliar a equipe técnica de atendimento, promover a expansão geográfica, diversificar o perfil da clientela e otimizar a imagem do grupo no mercado".

Por fim, a consultora ressalta que "apesar da grande tendência de fusões, cabe lembrar que sempre haverá espaço para o escritório de pequeno porte que possa oferecer um serviço especializado e sofisticado".

Revista Consultor Jurídico, 7 de junho de 2001, 0h00

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