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Cobrança do Bradesco

Itamar entra na Justiça para cobrar R$ 15 milhões do Bradesco

O governo de Minas Gerais anunciou que vai entrar, na próxima semana, na Justiça com ação de ressarcimento exigindo R$ 15 milhões dos atuais controladores do Credireal, banco estatal mineiro vendido em agosto de 1997 ao BCN, que acabou sendo comprado pelo Bradesco ainda naquele ano.

A ação se baseia no resultado das investigações feitas por comissão criada pelo governador Itamar Franco (PMDB) para apurar suspeitas de irregularidades no processo de saneamento dos bancos do Estado entre 1997 e 1998. As investigações foram feitas durante gestão do tucano Eduardo Azeredo, desafeto político de Itamar.

O saneamento envolveu um empréstimo feito pela União ao Estado de R$ 4,3 bilhões e resultou na venda do Credireal e Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais), por R$ 704 milhões, sendo também usado no processo de liquidação da Minas Caixa.

Segundo a procuradora-geral do Estado, Carmen Lúcia Antunes Rocha, auditoria do Banco Central apontou que o Estado, na época, teria injetado R$ 15 milhões a mais no Credireal para equilibrar as contas relativas à aposentadoria móvel vitalícia dos funcionários, o que teria acabado beneficiando os compradores do banco. A procuradora disse que a ação é necessária porque o Estado não teve sucesso ao tentar resolver o problema por meios administrativos.

A assessoria de imprensa do Bradesco informou que vai esperar uma possível citação da Justiça para analisar os termos da ação.

Fonte: O Estado de Minas

Revista Consultor Jurídico, 25 de julho de 2001, 13h02

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