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A revanche

Site permite que funcionários investiguem seus chefes

Enquanto defensores dos direitos civis expressam sua preocupação com o fato de gerentes seguirem cada passo online de seus funcionários, um sindicato trabalhista australiano adotou a idéia de permitir o contrário - que os subalternos saibam mais da vida de seus chefes.

O New South Wales Labor Council lançou nesta quarta-feira (12/12) um site chamado Bosswatch (em português, algo como bisbilhotar o chefe), que trilha links entre empresas e executivos que, aparentemente, não possuem nenhuma relação.

O site fornece um banco de dados corporativo com o objetivo de destacar redes de influências operacionais existentes nos bastidores das empresas, envolvendo diretores, acionistas e empresas subsidiárias, segundo relatório emitido pelo sindicato.

John Robertson, secretário do sindicato, disse que "o Bosswatch será uma ferramenta que permitirá aos trabalhadores saber quem, exatamente, exerce influência sobre seus empregadores". O site conta com uma ferramenta de busca que pode ser consultada através do nome do executivo ou da companhia.

Ao clicar no nome do executivo, a pessoa terá acesso ao salário e todos os benefícios desse profissional. Já ao clicar no nome da empresa, serão apresentados resultados financeiros, estrutura de acionistas e links para dados de diretores e outros executivos.

Segundo Robertson, "o banco de dados permitirá que outros sindicatos compartilhem informações sobre a influência corporativa exercida sobre toda a indústria, tendo assim uma maior noção do disfarce da economia australiana".

O Bosswatch também é capaz de identificar eventuais pressões exercidas por multinacionais sobre o governo do país. Recentemente, o site descobriu que um comunicado do governo, que incentivava as companhias da Austrália a terceirizar as funções de Tecnologia da Informação (TI) para a Índia, foi patrocinado por uma grande multinacional instalada no país.

Fonte: IDG Now

Revista Consultor Jurídico, 12 de dezembro de 2001, 14h43

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