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Solidariedade a Velloso

FHC e entidades refutam acusações contra presidente do STF

Entidades ligadas à área jurídica, o Executivo e o Legislativo saíram em defesa do presidente de Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Velloso. Todos refutaram as insinuações do delegado Francisco Badenes, que insinuou que o ministro teria ligações com integrantes de grupos de extermínio no Espirito Santo.

As declarações de Badenes - responsável pelo inquérito que investiga o crime organizado naquele Estado - foram feitas em depoimento à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

O presidente Fernando Henrique Cardoso ligou para Velloso para manifestar solidariedade. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) e o novo ministro da Defesa, Geraldo Quintão, também entraram em contato com o ministro e fizeram questão de ressaltar sua integridade moral.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) classificou as declarações do advogado como uma " tentativa de desmoralizar a sólida reputação do ministro". Para o presidente da AMB, Antônio Carlos Viana, o objetivo das afirmações foi "intimidar um magistrado que tem cumprido sua missão institucional com a mais absoluta imparcialidade e correção".

Outra manifestação de apoio foi feita pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Reginaldo de Castro, que considerou "odiosas" as afirmações do delegado. Castro também entrou em contato com o ministro da Justiça, José Carlos Dias, para manifestar seu repúdio às declarações do ex-ministro da Defesa, Élcio Álvares.

O presidente da OAB disse que o ex-ministro acusou Dias de advogar em favor de traficantes de drogas. No entanto, em seu depoimento, Badenes acusou Álvares de montar um esquema de proteção para o mesmo tipo de criminoso.

O presidente do Supremo informou que vai entrar com representações contra Badenes e contra o deputado Fernando Ferro (PT/ES). O deputado teria posto em dúvida as decisões tomadas por Velloso ao analisar os mandados de segurança contra atos da CPI do Narcotráfico.

Revista Consultor Jurídico, 19 de janeiro de 2000, 0h00

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