Ajoelhou no milho

Veja retratação de bolsonarista que ofendeu Zanin em aeroporto

 

12 de maio de 2024, 12h29

Depois de ter sua primeira tentativa de se redimir recusada, o bolsonarista Luiz Carlos Bassetto Júnior fez nova reparação para desagravar  o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal. O ofensor havia agredido verbalmente o ministro no banheiro do aeroporto Juscelino Kubistchek, em Brasília, a 11 de janeiro do ano passado.

A ação contra Bassetto foi movida pelo Conselho Federal da OAB, uma vez que o delito contra Zanin foi praticado pelo exercício de suas funções, como advogado.

Cristiano Zanin virou ministro do Supremo em 2023

Este site apresenta agora o novo vídeo, com o pedido de desculpas de Bassetto. Ele se identifica e diz que: “Espontânea e respeitosamente retrato-me e apresento minhas sinceras desculpas ao advogado Cristiano Zanin, atual ministro do STF.”

“Essa retratação é de forma cabal, plena inequívoca e consciente. Declaro publicamente que o advogado e atual ministro Cristiano Zanin não faz jus às palavras ditas por mim naquele dia. Ele não é o pior advogado que possa existir, pelo contrário, é um excelente advogado e hoje exerce o cargo de ministro em razão da sua competência”, prossegue.

“Me arrependo, ainda, de todas as demais ofensas proferidas na oportunidade, que deixarei de mencionar. Minhas sinceras desculpas.”

“Por fim, endereço minhas desculpas também a toda a advocacia, pois o ato que pratiquei se dirigiu a um advogado que na oportunidade apenas exercia regularmente sua profissão de modo que minha retratação também os alcance.”

Trabalharam diretamente na queixa-crime contra o ofensor os conselheiros federais da OAB Ulisses Rabaneda, hoje no CNJ, Fernanda Tórtima e Alberto Toron.

“O Conselho Federal da OAB recebeu a retratação do ofensor do então advogado Cristiano Zanin, hoje ministro do STF, com um sentimento de dever cumprido não apenas pela reparação da ofensa, ainda que se possa fazer reparos à fala do ofensor, mas pelo significado simbólico do pedido de desculpas que demonstra a possibilidade de uma política de reconciliação do país”, disse Toron.

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