Imparcialidade ou princípios

Ex-editor de opinião diz que New York Times se tornou um jornal 'iliberal'

7 de janeiro de 2024, 17h26

O debate em torno da suposta parcialidade do jornal The New York Times ganhou corpo nos últimos dias e foi tema de uma intensa discussão na imprensa brasileira e mundial.

Mídia nos Estados Unidos debate suposta parcialidade do The New York Times

O Poder 360, por exemplo, repercutiu alguns argumentos de James Bennet, ex-editor de opinião do NYT, que defende que a política editoral de vetar opiniões conservadoras ou de direita e impede pluralidade de ideias. No artigo publicado pela revista Economist, Bennet afirma que o principal jornal dos Estados Unidos se tornou uma publicação “iliberal”.

O publisher do NYT, A.G. Sulzberger, por sua vez, respondeu que “princípios” apenas não são suficientes e que “processo operacional” e “liderança” é que importam. No cerne do debate está um dos pilares do jornalismo moderno que é a objetividade e a premissa de sempre buscar relatar todos os lados da mesma notícia.

Em seu texto, Bennet conta bastidores da publicação do processo que resultou em seu pedido forçado de demissão. Ele autorizou a publicação de um artigo de opinião do senador pelo Arkansas Tom Cotton (link para assinantes) que foi considerado impróprio por leitores, colaboradores do jornal e pelo Sindicato dos Jornalistas de Nova York.

No artigo que gerou comoção, o senador republicano defendia o uso da Guarda Nacional para conter crimes e ações violentas em meio a manifestações após o assassinato de George Floyd (1973-2020).

Na mídia norte-americana uma corrente defende a busca pela objetividade, a política de reservar espaço para versões divergentes e explicação dos fatos da maneira mais imparcial possível.

Outro grupo, por sua vez, entende que a busca tradicional pela objetividade fracassou diante da profusão de milhares de opiniões e informações proporcionada pela internet. Nesse contexto, ouvir todos os lados relacionados a mesma notícia seria um exercício inútil e os veículos deveriam se preocupar com a falsa equivalência e com a defesa de valores democráticos.

Clique aqui para ler o texto do Poder 360 a na íntegra

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