Aguardando Extradição

Fachin mantém preventiva de suposto espião russo

28 de fevereiro de 2024, 22h00

É prerrogativa exclusiva do presidente da República a liberação antecipada de extraditando. Esse entendimento é do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, que decidiu manter a prisão de Sergey Cherkasov, apontado como espião russo.

Sergey Cherkasov é apontado como espião russo

Cherkasov foi preso na Holanda, em abril de 2022, usando um documento falso para se passar por estudante brasileiro. Ele foi deportado para o Brasil e está preso aqui desde então.

O Supremo homologou o cumprimento de entrega voluntária de Cherkasov para a Rússia, mas decidiu que a extradição só será feita quando forem encerrados os processos dele no Brasil. Além do episódio do uso de documento falso, ele é investigado por espionagem, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Já na Rússia, é acusado de tráfico de drogas e organização criminosa. Segundo Fachin, Cherkasov deixou seu país para fugir de responsabilizações penais.

No pedido analisado pelo ministro, o homem solicitou a antecipação de sua extradição ou que aguardasse o processo em liberdade. Fachin, no entanto, disse que a preventiva está devidamente justificada.

“Tem-se que a execução da medida foi condicionada expressamente à conclusão das apurações e dos processos criminais relativos aos fatos delituosos de competência da Justiça brasileira”, disse o ministro.

“As unidades judiciárias perante as quais tramitam as investigações, quando se manifestaram nos autos, pontuaram que as circunstâncias dos crimes estavam em análise, situação a não recomendar a liberação antecipada”, prosseguiu Fachin.

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Ext 1.755

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