Ofensiva institucional

Aras vê tentativa de captura da PGR por ex-componentes da 'lava jato'

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10 de janeiro de 2023, 11h09

Os antigos componentes de "forças-tarefas", que foram apeados de suas posições com o ocaso da "lava jato", estão tentando demolir o modelo dos Gaecos para que qualquer procurador em qualquer canto do país possa eleger-se promotor natural.

Rosinei Coutinho/STF
Rosinei Coutinho/STFProcuradores "oportunistas" tentam esvaziar modelo dos Gaecos, diz Aras

A avaliação é do PGR Augusto Aras, que informou que o órgão de cúpula do MPF recebeu documento assinado por 147 procuradores, que reivindicam a prerrogativa de abrir investigações e inqueritos "a la carte" em qualquer plano.

Em paralelo a esse movimento, Aras também identifica uma "terceira onda" de criminalização da política, a partir da atuação de bolsonaristas na oposição ao atual governo.

A Procuradoria-Geral da República já registra mais de 100 representações contra o governo Lula e seus integrantes (ministros e cargos de confiança). Pela leitura do procurador-geral, Augusto Aras, os bolsonaristas trilham a senda aberta por partidos como Psol e Rede, que ingressaram com grande número de representações contra o governo Bolsonaro.

"O primeiro movimento forte contra a política foi da 'lava jato', o segundo foi dos partidos no governo Bolsonaro. Agora, são bolsonaristas que querem minar o governo eleito", interpreta o PGR.

"O país precisa de um modelo ministerial estável", afirma Aras. "A instituição não pode ficar à mercê de oportunistas que pregam o mal em nome do bem, sejam antipetistas, antibolsonaristas ou procuradores", afirmou.

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