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Aquele que diverge não é seu inimigo que deve ser destruído, diz Alexandre

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12 de agosto de 2023, 10h41

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, exaltou a defesa incansável da democracia feita pela corte, ao ser homenageado nesta sexta-feira (11/8) com a mais alta honraria da USP: a medalha Armando de Salles Oliveira.

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Alexandre recebe homenagem ao lado do ministro aposentado Ricardo Lewandowski, na Faculdade de Direito da USP
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Formado na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, Moraes é professor associado da Universidade de São Paulo e recebeu a homenagem junto de outros dois ministros aposentados do STF: Ricardo Lewandowski e Celso de Mello (que não pôde comparecer ao evento.

Em sua breve fala, Moraes destacou que tem características em comum com os dois colegas: a defesa incansável da democracia, a erradicação da discriminação — tema que foi o último voto plenário do ministro Celso de Mello antes de sua aposentadoria — e o combate à corrupção.

"A corrupção corrói. É o cupim da democracia. E isso, também, sempre nos uniu, para garantir sempre uma maior estabilidade democrática. Por isso minha honra em ser reconhecido pela minha universidade, que é exemplo para São Paulo, para o Brasil, a América Latina e o mundo”, disse.

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O ministro Alexandre de Moraes também apontou que as divergências existentes entre os homenageados representam fator legitimador de órgãos colegiados, pelo debate de forma respeitável. "No Brasil, se esqueceu que é possível divergir de forma amigável e respeitável, que aquele que diverge não é seu inimigo que deve ser destruído", afirmou.

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