Advocacia em luto

Morre advogado e ex-presidente do IAB Fernando Fragoso

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8 de outubro de 2022, 10h40

Morreu neste sábado (8/10) o advogado Fernando Fragoso, um dos grandes nomes do Direito Penal brasileiro e ex-presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Em agosto, Fragoso havia assumido a presidência da Federação Interamericana de Advogados (FIA), sediada em Washington, nos Estados Unidos.

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ReproduçãoAdvogado Fernando Fragoso

Filho do jurista Heleno Cláudio Fragoso, Fernando Fragoso foi advogado criminal, duas vezes presidente do IAB e vice-presidente e secretário-geral da seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Autor de diversos trabalhos jurídicos, Fragoso também foi membro do Conselho da International Criminal Bar e advogado admitido para atuar perante o Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda.

Também foi membro do Conselho Científico do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e o Tratamento do Delinquente, do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, da Association Internationale de Droit Pénal (Paris) e da Société Internationale de Défense Sociale.

O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da Academia Brasileira de Direito Criminal e ex-presidente da OAB-SP, lamentou a morte de Fragoso, "um dos grandes nomes da advocacia brasileira", que também deixa uma "lacuna indelével" no ensino jurídico. 

"Era detentor do legado de seu pai, o mestre Heleno Cláudio Fragoso, perpetuando as melhores tradições reveladas no amor ao Direito Penal. No IAB, comandou a entidade por duas vezes com brilhantismo e integrou com maestria a direção da OAB-RJ. Seu trabalho em prol do Direito Penal o levou para vários cargos em entidades jurídicas internacionais. Representou o Brasil impecavelmente", disse.

O advogado tributarista e sócio do Bichara Advogados, Luiz Gustavo Bichara, disse que conheceu Fragoso quando ainda era garoto e sempre se intrigou com a gentileza e sincera atenção que ele dedicava aos mais novos, "tratando-os de igual para igual (a despeito de já ser ele um advogado consagrado)".

"Essa é a lembrança e o exemplo que levarei dele. Fernando tinha a fidalguia e a elegância que são próprias dos Fragoso, herdadas também por Rodrigo e Christiano (seus filhos, também advogados)", afirmou Bichara. 

Para o advogado criminalista David Rechulski, Fragoso foi um grande expoente do mundo jurídico, "advogado criminalista notável, que pautou sua vida pela defesa incessante dos mais nobres ideais do direito de defesa e da representatividade da classe dos advogados".

"Muito triste a perda de Fernando Fragoso, uma das grandes referências da advocacia criminal e defensor dos direitos democráticos", lamentou o advogado Guilherme San Juan Araujo.

O advogado Celso Vilardi disse que Fragoso foi um dos líderes da advocacia e tinha uma especial preocupação com o direito de defesa e com a ética: "Um profissional exemplar, mas, acima de tudo, um ser humano maravilhoso."

Para o advogado criminalista Eduardo Sanz, Fragoso foi um grande jurista, advogado e amigo. "Pai de dois grandes companheiros, Christiano e Rodrigo. Fica a saudades da amizade, mas também os ensinamentos do Direito e da amizade", afirmou.

O advogado José Roberto Batochio, ex-presidente da OAB Nacional e da OAB-SP, falou em "consternação profunda" com a morte de Fragoso. "Com a partida de Fernando, apaga-se um luzeiro da ciência do Direito, fica menor a advocacia, e perde a comunidade jurídica internacional uma de suas lideranças da mais elevada expressão."

Segundo o advogado Fernando Augusto Fernandes, Fragoso marcou a advocacia nacional e carioca, "na resistência à opressão ainda jovem ao lado do pai, Heleno Fragoso, e deixa um legado na família dedicada ao Direito e à Justiça".

Para o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, quando morre um advogado criminal, a sociedade perde alguém que fala em nome de quem não tem vez e nem voz, "postulando a liberdade, a justiça e a paz".

Adilson Vieira Macabu destacou que Fragoso foi uma "figura exponencial da advocacia brasileira, admirado por todos". "Deixa uma lacuna incomensurável no Direito Penal. Criminalista de escol, verdadeira referência. Profissional digno, ético, competente, de envergadura internacional. À família e aos seus queridos e ilustres filhos nossa solidariedade."

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