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Democracia Em Vertigem

Por xenofobia em entrevista, candidato a presidente da França e jornalista são condenados

A Justiça francesa condenou nesta segunda-feira (17/1) o candidato a presidente da República Éric Zemmour a pagar multa de 10 mil euros por incitação ao ódio contra imigrantes. Segundo o jornal Le Monde, o diretor de uma emissora de televisão — na qual o extremista fez as declarações — foi condenado solidariamente a pagar 19 mil euros a associações de defesa de direitos humanos.

Éric Zemmour, de extrema-direita, candidato a presidente da FrançaWikimedia Commons

Jornalista, líder do partido Reconquête e representante da extrema-direita, Zemmour não compareceu ao tribunal, alegou que o julgamento teve caráter político e afirmou que vai recorrer da decisão. 

A condenação se refere a uma entrevista dada em 2020 à emissora CNews, quando Eric criticou a entrada de imigrantes menores desacompanhados e os chamou de ladrões, assassinos e estupradores. Segundo Zemmour, o fluxo migratório seria uma invasão permanente. A entrevistadora interrompeu e fez uma objeção, afirmando que, isoladamente, todos os menores não são necessariamente estupradores. Mas a decisão considerou que a ressalva foi feita "com timidez e grande contenção". É a terceira condenação do extremista, que a chamou de "ideológica e estúpida". 

Na próxima quinta-feira (20/1), o político será julgado em outro caso por outras declarações feitas no mesmo canal. Em 2019, ele disse que o marechal Philippe Pétain, chefe de Estado do país à época da Segunda Guerra Mundial e colaborador da Alemanha nazista, teria "salvado" judeus franceses.




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Revista Consultor Jurídico, 17 de janeiro de 2022, 21h34

Comentários de leitores

1 comentário

Senhor eric

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Éric Zemmour
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Éric Zemmour é um escritor ensaísta[1], jornalista e comentador político[2] da direita francesa.
Auto-intitula-se como gaullista e bonapartista, enquanto defensor de um Estado francês centralizador e liderado por um poder executivo conservador e unificador de todos os franceses. Igualmente coincide com as posições políticas do movimento identitário europeu: critica o primado do liberalismo, enquanto ideologia que destrói as estruturas sociais e reduz o indivíduo à condição de consumidor; opõe-se à ideologia de género; e crê na teoria do "grand remplacement" que vaticina a submissão e substituição da população autóctone francesa por imigrantes, nomeadamente muçulmanos.
Biografia
É filho de judeus berberes retornados da Guerra da Argélia e nasceu e cresceu em Paris.
Na década de 2000, ao ser processado por difamação e incitação ao ódio racial, determinou que não devia usar uma linguagem politicamente correta por considerar que esta ser apenas um limitador da liberdade de expressão desenvolvido pela Esquerda política.
Tem ganho seguidores e capital político através da sua presença em vários formatos nos media, desde o Le Figaro, passando pela rádio até vários programas na televisão francesa. Adicionalmente, é um dos autores mais vendidos em França; a capa do seu último livro, La France n'a pas dit son dernier mot (Fonte Wikipédia).

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