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Casos de família

Juiz diz que não tem poderes mediúnicos para convocar morto para audiência

Uma decisão do juízo da 1ª Vara da Família e Sucessões de São Vicente, no litoral paulista, tem viralizado em grupos de advogados por conta das particularidades do caso. A Justiça foi acionada por uma criança, sua mãe e seu padrasto para reconhecimento biológico do suposto pai do menor. O único problema é que ele já morreu.

Autores de ação pedem que se realize audiência de conciliação com homem morto e o MP endossa o requerimento
Istockphoto

Mesmo assim, os demandantes desejam que seja marcada uma audiência de conciliação. O pedido foi endossado pelos Ministério Público que ainda disse aguardar a citação do requerido.

Ao analisar o caso, o juiz pediu informações sobre onde o réu poderia ser encontrado, como poderia ser citado e responder a ação e entre quem seria realizada a audiência preliminar.

"Este magistrado não possui poderes mediúnicos suficientes para viabilizar uma audiência de conciliação entre os autores e o réu", alertou o magistrado no despacho.

Processo 1009216-12.2021.8.26.0590




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Revista Consultor Jurídico, 28 de setembro de 2021, 21h14

Comentários de leitores

4 comentários

O pior

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

O pior é eu atender aos ilustres causídicos, todos com aquele "anel" na mão direita, e tenho que explicar o que é carta rogatória, preempção, propriedade aparente, intimação, cumprimento de sentença, alvará, ofício, litispendência, conexão e outras coisas.

Maravilha

Radgiv Consultoria Previdenciária (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Provavelmente, o Promotor tenha tais poderes mediúnicos. Maior prova de que não leem nada. Pior se a petição foi feita por advogado. Se foi petição de balcão de serventia aceita-se o erro. Mas o contrário também não. Um salve para o juiz que lê os autos.

Exame de Admissão à Ordem

LunaLuchetta (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Mesmo sem ter acesso aos autos (está coberto pelo manto do Segredo de Justiça) pode-se dizer que o "Doutor Advogado" dos autores não tem a mínima condição de advogar, requerendo o impossível e lançando a ADOCACIA no ridículo

Exame de ordem

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

É aquilo que professor Lenio Streck está cansado de escrever aqui, na Conjur: Muitos não aprendem o Direito, direito.

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