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Comentários de leitores

7 comentários

Iluminiilismo

André Pinheiro (Engenheiro)

Se havia um judiciário repleto de um vazio existencial, caminhamos para um judiciário com a escassez da plenipotência imaginária.
O verdade que o despotismos judicial é um sonho cada vez mais concreto desta canhalhada judiciária, a redução do julgamento a uma grande compliance de lobbies e interesses econômicos que não escondem o realismo liberal da realpolitik, que é resumido em resguardar as empresas americanas para garantir o império hegemônico.
Para estarmos cientes que meu comentário está tentando e tentado a entrar em uma ressonância dissonante da pretensão humanística robótica econômica pretendida pelo que há de mais sábio sob os fios sintéticos de uma cabelereira reluzente, uma enorme careca grudenta.
A formação humanista do homo economicus 4.0, se resume a apropriação de todos os recursos naturais e riquezas da nação, formando mais um time de notáveis mentecaptos.
Os velhos juízes obsoletos em suas aposentadorias em vida abriram sua formação materialista virtual que oscila entre amantes e redes sociais, a uma nova geração de Morons e Debilmentais interessados em usar o serviço público para formação de fundações bilionárias e sociedades lobbistas de fachada.
Essa nova formação de cães de guerra virá para manter o novo colonialismo no qual o judiciário se torna um instrumento de vigilância policialesco e incapaz de qualquer capacidade cognitiva a não ser inventar narrativas e gerar inimigos.
Esse é o humanismo que nos aguarda,
"Do Androids Dream of Electric Sheep?"

... sofisticar o concurso ...

Luiz Eduardo Osse (Outros)

... para a escolha de novos juízes ... para que? Os escolhidos serão sempre os mais sortudos: aqueles que melhor distribuíram as suas cruzinhas ... juízes continuarão a ser, sempre, esses ignorantões que nada sabem além de um pouco da técnica judiciária .... e só!

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

Acho que o colunista está certo. Sua crítica (ou preocupação) também vale, na essência e guardadas as devidas proporções, ao nosso ensino básico, de onde saem todos os anos levas de analfabetos funcionais.

A escolha de um juiz

Dr Rivaldo Ribeiro (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Lamento informar, mas os critérios para a escolha de magistrados beira o fracasso e a falência. Não preza o homem, o ser humano, mas os que decoram e se entopem de resumos. Não avalia o psicológico do cidadão, já que essa parte constitui se de perguntas em entrevista, que até uma criança responderia. Temos juízes afirmando que não precisa ser honesto , basta parecer honesto. Temos juízes dando sentenças onde citam exemplos pessoais , que não servem para o cidadão comum. Juízes quando contratam, são bem tratados, não são ofendidos, os bancos e construtoras os procuram nos gabinetes, ficam em filas diminutas, isso quando ficam, como podem decidir alho que não vivenciaram? Como os concursos irão preparar homens melhores para serem juízes? Que tal os submeterem a um curso, tanto psicológico quanto humano, mas não formado por questionários, mas por aulas e argumentações, fazendo eles passarem o que os comuns passam, é aí, se aprovados, que façam as provas. Não é possível termos estes magistrados atuais, totalmente distantes da realidade, prezando pelo perfeccionismo de suas palavras montadas como tabuleiros e peças de um jogo. Certo que os concursos fracassaram, mas não irá se aperfeiçoar com o método que ora propõem.

A Irrelevância da Filosofia Acadêmica Contemporânea p

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

A Irrelevância da Filosofia Acadêmica Contemporânea para o Direito
Francis J. Mootz III, University of the Pacific (EUA)
Professor Titular de Filosofia do Direito da University of the Pacific, McGeorge School of Law

Este breve ensaio foi originalmente publicado como parte de uma obra em celebração ao aniversário de 75 anos do artigo “On Philosophy in American Law” de Karl Llewellyn. Argumenta-se que a filosofia acadêmica é irrelevante para os juristas e que os juristas possuem pouca relevância para a investigação filosófica. Essa situação pode ser corrigida pelo retorno aos aspectos retóricos e hermenêuticos da prática jurídica e pela recuperação dessas antigas tradições do pensamento filosófico.

Mais um fantástico evento.

Canglingon (Outros)

Independentemente do que venha a acontecer frente aos tristes cenários do ensino jurídico e dos concursos públicos Brasil afora (para falar só destes), a comunidade jurídica está e estará em débito de gratidão com o Professor Lenio Luiz Streck, Jurista (definitivamente sem aspas) e incansável defensor da Linguagem, do Direito, da Constituição, da Democracia, do Humanismo, da Ética e dos Direitos Fundamentais (breve elenco igualmente não exaustivo).

Há fartos registros dos sem número de desvarios praticados no país nesta coluna semanal, devidamente resguardados para a posteridade, acompanhados de sempre fenomenal e percuciente análise, para reflexão, inspiração e deleite dos leitores e leitoras. Obrigado, caro professor.

Muito bom texto

John Paul Stevens (Advogado Autônomo)

Verdadeira aula

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