Consultor Jurídico

Mais uma vez

Aras assume 2º mandato e diz que seguirá sem destruir reputações e empresas

O procurador-geral da República, Augusto Aras, tomou posse nesta quinta-feira (23/9) para um novo mandato à frente da Procuradoria-Geral da República. A cerimônia, feita de forma presencial e virtual, por parte do presidente Jair Bolsonaro, que cumpre quarentena de Covid-19, aconteceu um mês após o PGR ter sua recondução aprovada pelo Senado, em 24 de agosto.

No discurso de posse, Aras agradeceu ao presidente da República, que o indicou, e ao Senado, que o aprovou (por 55 votos a 10). Representaram o governo federal presencialmente o advogado-geral da União, Bruno Bianco, e os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Anderson Torres (Justiça).

Bolsonaro assina a nomeação de Aras
Reprodução/TV Brasil

Aras também reforçou em seu discurso o combate à corrupção e voltou a fazer uma crítica aos métodos lavajatistas, mesmo sem citar o consórcio nominalmente, que acabou sendo extinto durante sua primeira gestão. O PGR disse ser preciso diferenciar o combate à criminalidade na política e a criminalização dos atos políticos.

"Não cabe ao Ministério Público atacar pessoalmente indivíduos, instituições, empresas ou mesmo a política. O enfrentamento à corrupção requer investigação e metodologia científica, pois sua finalidade não é destruir reputações, empresas nem carreiras, mas proteger bens jurídicos com a observância do devido processo legal."  

A nomeação de Aras para mais dois anos no cargo deve ser publicada nesta sexta-feira (24/9), no Diário Oficial da União.

O procurador-geral da República foi aprovado em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, pelo plenário do Senado no dia 24 de agosto.

O presidente Jair Bolsonaro participou de forma virtual da cerimônia, já que cumpre isolamento no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República desde que chegou de viagem dos Estados Unidos, cumprindo recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).




Topo da página

Revista Consultor Jurídico, 23 de setembro de 2021, 15h41

Comentários de leitores

3 comentários

"3 instâncias diferentes"

__Wellington (Administrador)

Ainda tem seres que defendem o ex-juiz ladrão corrupto que combinou sentença de condenação sem provas com a frase "atos indeterminados".

STF é instancia maior e invalida as outras. Aceitem.

Lula será teu presidente em 2022.

Contramão

olhovivo (Outros)

Taí um ponto positivo, embora na contramão da maioria dos integrantes da Instituição, que ainda acham bonito estabelecer por antecipação a condenação pública do alvo, com a destruição de sua reputação e, de quebra, fazer pose para os holofotes e ganhar os 5 minutos de fama.

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

Isso aí obviamente não vale para os casos nos quais o réu foi condenado por vários juízes de direito concursados de 3 instâncias diferentes. E para aqueles nos quais o réu assumiu a culpa e devolveu dinheiro roubado.

Você está sempre na contramão.

Comentários encerrados em 01/10/2021.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.