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"Revolta da vacina"

Mackenzie abre processo disciplinar para apurar conduta de aluno que usou suástica

A Universidade Presbiteriana Mackenzie abriu um processo disciplinar para apurar a conduta de um aluno do curso de Direito da instituição que, na noite desta quarta-feira (15/9), usou a suástica nazista para se manifestar contra a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19.

O episódio aconteceu durante uma aula telepresencial da disciplina Laboratório de Direito Público. O símbolo foi usado pelo estudante na imagem de perfil de usuário na plataforma de videoconferência. Entre as noites destas quarta e quinta-feira, os judeus celebram o Yom Kippur (Dia do Perdão).

Imagem foi usada por estudante em seu perfil de plataforma de videoconferência
Reprodução

Ao ser confrontado por colegas e pelo professor sobre o uso do símbolo, o estudante afirmou, via chat, que "nós, servidores públicos, fomos obrigados a tomar vacina nessa semana". "Estou sendo vítima do nazismo nesse exato momento. Esse é o meu protesto", acrescentou.

Após ser advertido pelo docente que ministrava a aula — professor Helcio Dallari —, o aluno trocou a imagem.

Em nota, a universidade afirmou que "repudia fortemente toda e qualquer atitude de discriminação, bem como não tolera protestos que ofendam qualquer pessoa ou grupo social, sob quaisquer circunstâncias".

Também em nota, o centro acadêmico João Mendes Júnior, que representa os alunos de Direito do Mackenzie na unidade paulistana, afirmou que "a suástica nazista é símbolo que acompanha uma série de memórias abomináveis à história mundial" e mencionou que, segundo o STF, a apologia a ideias preconceituosas e discriminatórias contra a comunidade judaica constitui crime de racismo. Também defendeu que o estudante seja imediatamente excluído dos quadros discentes da universidade.

Leia a íntegra da nota da universidade:

"A Universidade Presbiteriana Mackenzie repudia fortemente toda e qualquer atitude de discriminação, bem como não tolera protestos que ofendam qualquer pessoa ou grupo sociai, sob quaisquer circunstâncias.
Informamos que foi aberto um processo disciplinar de apuração do caso de maneira completa e exemplar, garantindo também o amplo direito de defesa, e a partir dos resultados da averiguação, decidiremos as atitudes cabíveis, de acordo com o nosso Código de Ética e regulamentos da UPM.
Há 150 anos, o Mackenzie tem se identificado diante da sociedade brasileira como uma instituição confessional cristã reformada, que defende o respeito entre todas as pessoas, sem qualquer distinção, lutando pela convivência harmaniosa na sociedade, baseada na verdade, na justiça e no amor ao próximo. 

Universidade Presbiteriana Mackenzie"




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Revista Consultor Jurídico, 16 de setembro de 2021, 20h01

Comentários de leitores

3 comentários

Existe vida inteligente na mackenzie?

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie fizeram na noite de hoje (23), na Rua Maria Antonia, no centro da capital, um ato contra o impeachment da presidenta da República Dilma Rousseff. O ato foi intitulado “Mackenzistas contra o Golpe: A História Não se Repetirá!”. Os estudantes impediram o tráfego de carros na rua e, sob chuva, discursaram sobre um caminhão de som.
A manifestação ocorreu do lado de fora do campus da universidade – localizado em Higienópolis, no centro – em frente ao prédio da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), local onde em 1968 ocorreu o episódio que ficou conhecido como a Batalha da Maria Antonia.
“Quisemos fazer o ato na Maria Antonia já que a universidade não ofereceu espaço para a gente. Vai ficar simbólico, relembrando o que aconteceu em 1968 e mostrando que a Mackenzie pode ter uma cara nova e que não existe só um pessoal reacionário dentro da universidade, mas tem gente também querendo mudar isso, e querendo resistir”, disse a aluna Jamyle Hassan Rkain, estudante de jornalismo (https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-03/estudantes-da-mackenzie-fazem-ato-contra-impeachment-da-presidenta-dilma).

Peçinha rara do mack

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Este conteúdo pode ser compartilhado na íntegra desde que, obrigatoriamente, seja citado o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/303099/mackenzie-desliga-novamente-estudante-de-direito-que-falou-em-morte-de--negraiada

A Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em SP, expulsou novamente o estudante Pedro Bellintani Baleotti, que apareceu em vídeos durante as eleições de 2018 dizendo que a "negraiada vai morrer". A decisão foi tomada em novo processo disciplinar
(https://www.migalhas.com.br/quentes/303099/mackenzie-desliga-novamente-estudante-de-direito-que-falou-em-morte-de--negraiada).

Universidade presbiteriana mackenize

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

A Universidade Mackenzie sempre foi um centro de ideias retrógradas e plasmadas no autoritarismo.
É a terceira opção.
Se você não consegue aprovação na USP ou na PUC-SP, cai de no Mack.

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