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Atendimento na prisão

Alexandre nega pedido de Roberto Jefferson para se voltar a se tratar em hospital

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Por entender que o hospital do Complexo Penitenciário de Gericinó (Bangu 8), no Rio de Janeiro, tem capacidade de fornecer tratamento adequado ao ex-deputado federal Roberto Jefferson, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes negou, nesta terça-feira (26/10), pedido do político para ser transferido para o Hospital Samaritano.

Alexandre de Moraes autorizou que médicos particulares cuidem de Jefferson na prisãoFellipe Sampaio /SCO/STF

No entanto, Alexandre permitiu que Jefferson receba a visita de quatro médicos particulares, desde que observem estritamente as regras de ingresso no presídio.

Presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o ex-deputado teve a prisão preventiva decretada após postar em suas redes sociais diversos vídeos atacando os poderes da República e o Estado Democrático de Direito, em muitas ocasiões portando armas de fogo, praticando tiro ao alvo e ensinando pessoas a agredir agentes públicos.

Em 4 de setembro, Alexandre de Moraes, diante da debilidade da saúde de Jefferson, autorizou que ele fosse transferido para o Hospital Samaritano, com monitoramento eletrônico. Após receber informações do hospital de que o quadro médico de Jefferson tinha evoluído e que ele tinha condições de receber alta, o ministro ordenou, em 13 de outubro, que o político voltasse para a prisão.

A defesa de Jefferson requereu que ele retornasse ao Hospital Samaritano, em virtude do agravamento do quadro clínico de colangite (obstrução e inflamação das vias biliares).

Com base em informações da Secretaria de Administração Penitenciária do estado do Rio de Janeiro, Alexandre de Moraes disse que o hospital penitenciário tem plena capacidade em fornecer o tratamento adequado a Jefferson. E não há qualquer comprovação de que o seu estado de saúde exija nova saída da prisão, declarou.

Clique aqui para ler a decisão
Pet 9.998




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 é correspondente da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 26 de outubro de 2021, 20h09

Comentários de leitores

1 comentário

Presunção de inocência. Onde está você?

Gilson M. Assis (Advogado Associado a Escritório - Administrativa)

Rui Barbosa estava certo. Corruptos condenados em três instâncias (com fartas e concretas provas) livres, leves e soltos. Não há fundamentação válida - genérica não é possível - que se sustente para prisão preventiva deste Senhor, apesar de ter dito muitas besteiras. Devido processo legal? Ampla defesa e contraditório? Liberdade de expressão e de opinião (censura). Vivemos tempos estranhos!!!

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