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Justiça militar

Oito militares são condenados pelo assassinato do músico Evaldo Rosa no RJ

Por 3 votos a 2, a Justiça Militar condenou oito militares pelo assassinato do músico Evaldo Rosa dos Santos e do catador de material reciclável Luciano Macedo. Eles foram mortos em uma operação do Exército no dia 7 de abril de 2019 na região oeste do Rio de Janeiro. As informações são da Folha de S.Paulo.

Evaldo Santos estava em carro alvejado por 80 disparos de militares no Rio de Janeiro
Reprodução/Facebook

Sete dos acusados foram condenados 28 anos de prisão. O tenente Ítalo da Silva Nunes recebeu a pena de 31 anos por ser o oficial responsável pela operação e por ter sido o primeiro a atirar. Na ocasião, militares do Exército atiraram 80 vezes contra o veículo em que estavam Evaldo e sua família. Ao ver a cena, o catador de recicláveis tentou ajudar e acabou sendo alvejado.

Além de Nunes, também foram condenados os militares Fabio Henrique Souza Braz da Silva, Leonardo de Oliveira de Souza, Gabriel Christian Honorato, Gabriel da Silva de Barros Lins, João Lucas da Costa Gonçalo, Marlon Conceição da Silva e Matheus Santanna Claudino.

Quatro acusados que não atiraram contra o músico e a sua família foram absolvidos a pedido do Ministério Público Militar (MPM).

Os militares foram julgados por um colegiado composto de uma juíza federal civil e quatro militares sorteados. Além dos dois assassinatos, os militares também foram condenados pelo crime de tentativa de homicídio do sogro do músico, Sérgio de Araújo, que foi ferido por conta dos disparos e morreu 11 dias depois.




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Revista Consultor Jurídico, 14 de outubro de 2021, 11h40

Comentários de leitores

2 comentários

Isso é só a primeira decisão

LeandroRoth (Oficial de Justiça)

Agora esperem sentados o trânsito em julgado!

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Lamentavel !

ECFRITZ (Funcionário público)

Ai esta o resultado de quanto se coloca militares das forcas armadas para fazer policiamento. Nao tem experiencia e a expertise de um policial. Estavam todos ali protegendo o local. Um deles de repente, percebe a aproximacao de um carro suspeito. Entra em panico e comeca a atirar. Os demais assustados, vendo o colega atirar no veiculo, entram em panico e pensam consigo: "aquele e o inimigo e bala nele". Resultado uma chuva de balas e gente inocente morta. Pelo erro de um os demais erraram. Um policial civil e militar jamais fariam isto, pois habituados a estar em situacoes de extrema pressao, nao se precipitariam nem se deixariam levar pela reacao do colega ao lado, sem ter certeza do que esta acontecendo. Lamentavel.

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