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Comentários de leitores

3 comentários

Falta de empatia e fome

Sandro Couto (Auditor Fiscal)

O brilhante e maravilhoso texto da magnífica Doutora Kenarik, uma magistrada que honrou sua toga, que em todas as suas manifestações sempre demonstrou muito humanismo, principalmente nesses tempos onde vemos pessoas emburrecendo, apenas destilando seu inexplicável ódio a tudo e a todos, é um láudano para nossa alma.
Vivemos um momento obscurantista, em que, principalmente nossa elite do atraso a que Jessé de Souza se refere em sua excelente obra, infelizmente muito presente inclusive no Judiciário, demonstra sua total falta de empatia com o ser humano e também desconhecimento dessa proteção jurídica e principiológica mundial, bem como constitucional, aqui brilhantemente explanada pela Dra. Kenarik, quando, como se noticiou por esses dias, manda prender uma mãe por um insignificante furto de comida, suposto crime (sim, pois furto famélico nem crime é), obviamente praticado sem qualquer violência.
Violência houve com a fria e cruel resposta estatal a esse ato desesperado dela, desconsiderando o histórico de mais de 10 anos de dependência química dessa mãe que, sob o flagelo da fome e assistindo seus filhos famintos nessa nossa terra do agro sempre com recordes de produção, sem condições de alimentá-los, resolveu furtar comida, para garantir sua sobrevivência e de sua prole, quando deveriam ouví-la, avaliar as circunstâncias e, na verdade, procurar garantir o direito à alimentação dessa família. Jamais determinar a prisão dessa mãe já marginalizada pela sociedade.
Um rigor frio, insensível e desumanizador, que não se vê, por exemplo, nos crimes tributários, os quais, não raramente, prescrevem após anos parados nos escaninhos da Justiça!
Engraçado! Essa mesma elite acha que a fome não justifica o furto, mas o imposto justificaria a sonegação!

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Hipocrisia e mistanásia

MACACO & PAPAGAIO (Outros)

Em um país de desalentados e cuja maioria está desempregada e sem renda, "engraçado" é falar de falta de empatia e se excluir da elite, quando se ganha mais de 30 mil reais/mês.
Ratifica-se a subserviência aos "reis" da Corte.
Nesta selva, não faltam cínicos.

Só retórica..Meu pirão primeiro

MACACO & PAPAGAIO (Outros)

Que tal a subscritora defender tb o fim dos privilégios e a divisão com outros dos salários de marajás dos membros e aposentados do Judiciário (e das outras castas da alta Administração Pública)?
Juristocracia não defende democratização de riquezas.
Isso AINDA é BRASIL-COLÔNIA !

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