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Uns mais iguais que os outros

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

"Virou lugar comum afirmar que não basta não ser racista, é preciso ser antirracista".

Essa é a palavra de ordem do movimento apoiado pelos autores. Realmente, muito favorecida pela "Convenção Interamericana Contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância", de que trata o texto.

Não vejo nenhuma obrigação de previsão de cotas na norma do art. 5º. Mas provavelmente ela fomentará muitos projetos de lei nesse sentido, transformando o racismo em programa permanente de Estado, sob a denominação de "antirracismo".

E o ensino?

Sávio Gonçalves (Procurador do Estado)

Não vejo ataque à origem do mal, a pobreza, e a sua vertente extrema, a miséria, oriundas, ambas, desde o início, da má qualidade do ensino entregue às nossas crianças e aos nossos jovens. Enquanto não for implantada uma política de ensino (educação é papel da família) no nível dos países desenvolvidos, que optaram por ministrar conhecimentos formadores de cidadãos produtivos, continuaremos a ver a perpetuação desta situação injusta, em que pessoas supostamente menos qualificadas precisam da ajuda do Estado ou de empresas para galgar posições sociais. Isso é escamotear a causa, focando somente nas consequências. Cotas não devem ser o ponto de chegada, mas de partida, assim como os auxílios às famílias, que o contribuinte, afinal, sustenta.

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