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Influenciadores digitais

Mansão em Búzios será palco de reality show com advogados

Depois de reality shows com músicos, esportistas, cozinheiros, médicos, modelos e operadores do mercado financeiro, chegou a vez dos advogados. 

Interior da Mansão Jurídica em BúziosReprodução/Instagram

O programa Mansão Jurídica vai colocar 14 influenciadores digitais jurídicos dentro de uma casa para uma competição de conhecimento sobre Direito, marketing e empreendedorismo, além de provas de esforço físico e de sorte, à la Big Brother Brasil.

Batizado de Mansão Jurídica, o programa acontecerá entre os dias 2 e 5 de dezembro em Búzios (RJ) e será transmitido no YouTube por 24 horas e no Instagram por meio de lives.

Além dos jogos, o Mansão Jurídica contará com palestras e rodas de debate com professores de Direito e outros juristas. O evento também promete festas temáticas — mas não de motivos jurídicos, e sim luau, festa brega, festa do branco e festa de encerramento. Até porque festas com temas de Direito seriam todas iguais, com participantes usando trajes formais.

Não foi informado se haverá eliminação de candidatos, como em outros realities. Nem se haverá possibilidade de recorrer das decisões.

Os profissionais do Direito também serão "premiados" com um show de stand-up jurídico e a possibilidade de outras dez pessoas ficarem na casa e participarem como convidados VIP.

No entanto, não foi divulgado qual será o prêmio do vencedor. Também não se sabe se ele terá que esperar a decisão transitar em julgado para receber a recompensa. 

reality é idealizado e apresentado por Alberto Lopes Jr., de 39 anos, advogado e juiz leigo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que também possui seu próprio projeto digital jurídico.

Ao site Amo Direito, Alberto diz que o ambiente da mansão deve facilitar o networking e a interação entre os participantes. Ele defende que o Direito deve ser acessível e protagonista para todos, e classifica a iniciativa como "a revolução e a inovação do Direito".




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Revista Consultor Jurídico, 21 de novembro de 2021, 13h21

Comentários de leitores

9 comentários

Sem recurso e sem trânsito em julgado

Rodrigo Soares - PMRA (Advogado Associado a Escritório - Civil)

[17:00, 23/11/2021] Rodrigo Soares: Gostei dos seguintes trechos da matéria:
"Não foi informado se haverá eliminação de candidatos, como em outros realities. Nem se haverá possibilidade de recorrer das decisões."
E
"No entanto, não foi divulgado qual será o prêmio do vencedor. Também não se sabe se ele terá que esperar a decisão transitar em julgado para receber a recompensa. "
Até porque, se esperar o resultado do recurso e o trânsito em julgado da decisão final, o programa vai demorar uns 10 anos pra acabar...

Estarrecido!!!

Edson Ribeiro, Advogado Criminal (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Acho que chegou a hora de parar de advogar!!! 1. STF deixou de ser o garante da Constituição e se tornou seu algoz e se intitula, agora, como Poder Moderador, autorizando-se a criar normas como se Legislativo fosse; 2. O punitivismo graça em grande parte do Judiciário como solução para todos os males da sociedade, perseguindo os poucos magistrados que insistem em cumprir as leis, os Tratados e a Constituição Federal; 3. Alguns membros do Ministério Público, por sua fez, afastam-se da fiscalização das leis e compactuam com o Judiciário na máxima de que os fins justificam os meios, pouco se importando de que os meios sejam justamente os direitos e garantias individuais dos cidadãos; 3. A boa doutrina deixou de ser fonte de direito, relegada a um quase nada, enquanto uma jurisprudência capenga arvora-se em seu lugar, com o beneplácito de muitos; 4. A advocacia, por sua vez, sem força para obstar esse novo estado de coisas, sem perceber, legitima tudo isso com sua atuação formal; 5. O jurisdicionado, por sua vez, tem, no processo de distribuição aleatório das ações, sua sorte lançada. Finalizando, temos, agora, além da espetacularização das operações policiais, a espetacularização vulgar do direito. O direito acabou... melhor procurar outra coisa para ocupar nossas vidas!

Melancia na cabeça

ANTONIO RAYOL (Delegado de Polícia Federal)

A vontade de "aparecer" parece não ter limites, é como eu sempre digo: ninguém supera o brasileiro na arte da "presepada"!

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