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Contas públicas

Polícia prende suspeitos de aplicar golpes de falsos juízes em prefeituras

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta sexta-feira (12/11), com a colaboração da Polícia de São Paulo, seis suspeitos de comandar um esquema que aplicou um golpe de ao menos R$ 3 milhões em prefeituras no interior do país. Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Hortolândia e Campinas (SP).

Polícias do DF e de SP em Campinas
Divulgação

Segundo a investigação, os criminosos se passavam por juízes e servidores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) para coagir prefeitos e procuradores, com a possibilidade de bloqueio das contas públicas.

Os criminosos usavam linhas telefônicas falsas de prefixo (61), supostamente ligadas ao TJ-DF, para fornecer atendimento às autoridades públicas, durante o horário de expediente do tribunal, das 12h às 19h. Com isso, convenciam os servidores de que o contato era feito com a corte de Brasília.

Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos também se aproveitavam da troca das equipes das prefeituras, principalmente após a eleição de novos prefeitos, para criar falsas dívidas supostamente ligadas à gestão anterior.

O TJ-DF já vinha divulgando alertas na internet quanto ao referido golpe há pelo menos quatro anos.

"Falso juízo"
Esta é a segunda fase da operação batizada de "falso juízo". A investigação se iniciou no ano passado e apontou que o grupo vinha atuando desde 2019, "já tendo vitimado dezenas de pequenos municípios brasileiros, em vários estados da federação", informou a Polícia Civil.

Ao todo, foram identificadas 33 prefeituras vítimas do esquema criminoso, em nove estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná e Piauí.




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Revista Consultor Jurídico, 12 de novembro de 2021, 14h29

Comentários de leitores

1 comentário

Golpes

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

E aquele golpe trilionário de uso dos valores da aposentadoria de funcionários públicos municipais em aplicações financeiras, no qual "a caput" era uma empresária que, ao que parece, está morando lá, em Cáncun, no México, cidade que está pior que o Rio de Janeiro.

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