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Oportunidades desiguais

Violência de gênero são parte da rotina das magistradas brasileiras, apontam estudos

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Comentários de leitores

4 comentários

Completa falta de seriedade

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

"O estudo do TRF-1 constatou que 50% das juízas já vivenciaram uma reação negativa por parte dos colegas por serem mulheres, e 55% alegaram já ter sofrido reações negativas por parte de outros profissionais por serem mulheres. "Chama a atenção o índice de incerteza de 15%, o que índica que esse número pode ser ainda maior. Isso mostra que este espaço de poder exercido pela mulher (magistratura), em vez de protegê-la da violência de gênero na verdade gera uma maior exposição a esses desconfortos no seu dia a dia profissional", analisou a juíza do TRF-1 e coordenadora do estudo, Maria Cândida Almeida".

Percebam: a categoria (extremamente) imprecisa de "reação negativa por ser mulher", empregada no estudo do TRF1, virou "violência de gênero" no comentário da coordenadora entrevistada (?).
É triste a desfaçatez dos nossos tempos: criam-se conceitos arbitrários, encomendam-se obras e pesquisas direcionados a detectá-los e publicam-se notícias enviesadas a respeito.

Que dizer?

Observador Contábil (Contabilista)

Em regra, toda história tem dois lados, duas versões.
Chama a atenção o fato de a "pesquisa" informar que magistrados e servidores seriam os "agentes de violência psicológica"... Se, de fato, isso é verdade, por que não tomaram as medidas que entendiam necessárias contra os agentes da "violência psicológica"? Medo do agente ou de revelar alguma arbitrariedade, incapacidade e/ou incompetência desencadeadora do evento? Será que se o agente da "violência psicológica" fosse parte diretamente interessada no processo – leia-se autor ou réu - haveria essa inércia? Para a derradeira pergunta a resposta parece fácil: depende da parte interessada. De certo se fosse uma pessoa simples, desprovida de recursos, com certeza viria algum destempero ou abuso como já ouvi em relatos de mais de uma pessoa (advogados inclusive). Em um caso específico, uma juíza se referiu a uma das partes, um homem, como “um ignorante que não sabe nada”, pelo fato de ele, desassistido por um advogado, tê-la questionado em audiência acerca do porquê de ela não ver dano moral no evento que ele havia experimentado. O que outorgaria àquela senhora o direito de se referir a qualquer pessoa que, em tese, não era seu desafeto daquela maneira em razão de um simples questionamento? Alguns anos depois, os tribunais passaram a chamar de “teoria do desvio produtivo” o dano moral que a indigitada dissera não existir, o fruto da ignorância.

Sr. Observador Contábil

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Entendo o seu ponto de vista, mas já notei que muitos homens fazem comentários a esse tipo de notícia da Conjur exatamente como o senhor fez - relatando abusos de mulheres. Sim, isso existe também, entretanto, a questão dos abusos que as mulheres sofrem da parte de homens também existe e as mulheres abusadoras não excluem a análise desse abusos, pelo contrário, talvez possamos, cientificamente, se os estudos forem aprofundados, concluir que há abusadores (homens e mulheres) e vítimas desses abusos (homens e mulheres).

É só a ponta do iceberg

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Os primeiros resultados dessas pesquisas começam a indicar uma realidade um pouco diferente do que a percepção do "senso comum". Só acho importante registrar que, na minha visão, as magistradas não denunciaram todos os casos de agressão/discriminação por gênero que sofreram não porque estejam "naturalizando" a agressão, mas porque não surtiram efeito, não impediram/atrapalharam que as magistradas desempenhassem as suas funções eficazmente. Historicamente, as mulheres sempre "assimilaram muitos golpes". É a nossa maior força, aguentar o tranco e partir para o nocaute. Força, excelências !

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